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  • Foto do escritorGenival Dantas

Os meios precisam justificar os fins (03/07/2021)






O Fato Sem Politicagem 03/07/2021


Quando a pandemia do Coronavírus se alastrou pelo Brasil todos nós ficamos preocupados com as consequências danosas que esse mal poderia trazer de malefícios para a nossa saúde, que nunca foi tão boa comparada com outros países da nossa dimensão política, econômica e social. A extensão do problema ainda era uma grande incógnita, assim como também se apresentava as suas sequelas na saúde pública.


Presenciamos por muitas nações a correria em direção ao mundo científico com o objetivo maior de se conseguir fármacos no combate à moléstia que deixava apavorada as populações sendo dizimadas e sem nada que pudesse detê-la. Outra frente se lança em busca de alguma vacina que pudesse vir a minorar os estragos que estavam ocorrendo com as mortes de muita gente e em patamares de idades diversas, não mirava apenas numa única faixa etária.


Desinformações e fake news passaram a se constituir no maior entrave para ações assertivas por parte do governo federal no combate da pandemia em ação. Mas nada comparável foi à falta de inteligência associada à ausência de iniciativa com celeridade. Tudo era movido como se estivéssemos em câmera lenta sem a menor necessidade que fosse feito um esforço maior em defesa das vidas que estavam sendo ceifadas diuturnamente.


Com a implantação da famosa CPI (Comissão parlamentar de Inquérito do Coronavírus) patrocinada pelo Senado Federal, as lambanças vieram à tona, começando com o emprego de recursos enviado pelo governo federal aos Estados e Municípios, com claras evidências de desvio de finalidade com os valores destinados ao combate da pandemia, sem o mínimo interesse da própria CPI de investigar a situação questionada pela população e parte dos políticos da ativa.


Nesse caso específico a CPI funcionou como um acólito, sem oferecer nenhuma resistência à indiferença dos malfeitos realizados pelos governos menores da República. Havia um interesse predeterminado e bem demonstrado na proporção que as sessões foram sendo realizadas e o grupo de depoentes foi sendo chamados para serem indagados sob a mira rancorosa dos inquisidores, formados pelo grupo G-7, pertencentes à oposição ao governo brasileiro.


Foi nesse momento que começou a ser formada uma corrente em busca de informações mais precisas para se aprofundarem no procedimento de compras de vacinas. A história foi parar no primeiro escalão do governo federal, dentro, e principalmente, do Ministério da Saúde. O fato virou uma verdadeira lambança de comportamento e histórias sem princípio, meio e fim. Levantaram defuntos, ex-ministro foi lembrado e seus subordinados diretos sendo acusados.


Juntando todos os envolvidos, direta e indiretamente, no caso, como a CPI quer acusar de qualquer forma, principalmente pelas três autoridades da Comissão, Omar Aziz (Presidente) – Randolfe Rodrigues (Vice-Presidente) - e Renan Calheiros (Relator), esses três senadores operam com total ditadura, imponde normas e procedimentos contra quem eles achem convenientes, claro, apoiados por um grupo da própria Comissão.


O curioso é a forma de tratamento dada aos interrogados, característica especifica para cada depoente, de conformidade se o assunto interessa para criminalizar o governo Bolsonaro, ou não. Verdadeira parcialidade em uma situação que deveria ser de ausência total de discriminação. Dentro desse prisma verifica-se a maneira inconteste de se formular as perguntas dirigidas a cada depoente, já se prevendo uma resposta esperada.


Os nomes envolvidos nessa salada indigesta são muitos, alguns já passaram pelo crivo dos senadores e outros ainda em compasso de espera: a vacina Covaxin é a bola da vez, a Precisa Medicamentos é a intermediária do laboratório indiano Bharat Biotech, seu diretor executivo. Além do ex-ministro Eduardo Pazuello, temos Arnaldo de Medeiros, coronel Marcelo Pires, coronel Élcio Fanco, Wellington Roberto (deputado/PL) – Roberto Ferreira Dias, ex-diretor de logística do Ministério – Roberto Barros, Líder do governo na Câmara – Alex Marinho, tenente coronel (ex-coordenador-geral de insumos) e finalmente Luís Ricardo Fernando Miranda (servidor de carreira do Ministério da saúde) – Luís Miranda, deputado federal.


Os dois últimos são irmãos e se apresentaram à CPI denunciando o esquema de corrupção naquele Ministério, o deputado anunciou que faria desmontar a República brasileira. Numa outra ponta aparece o cabo da PM de MG, se identificando como representante da Davati Medical Supply, com oferta de 400 milhões de doses de vacina, com solicitação de propina de U$ 1 dólar, por elementos do Ministério da Saúde, sendo que o representante legal é o senhor Cristiano Alberto Hossri Carvalho. Essas figuras estão sendo avaliados na CPI da disritmia.


O que de fato ocorre é uma verdadeira corrida em busca de motivos para contextualizar um pedido de impeachment do presidente Bolsonaro, como os dados levantados ainda não sugerem essa finalidade a Comissão encontra-se perdida tentando formar narrativa que lhe possibilite esse objetivo, caso contrário vai ficar muito feio depois de quase 90 dias um colegiado de senadores reunidos, sendo pago pelo povo, não conseguir provar nada do atual presidente, lamentável.


Genival Dantas

Poeta, Escritor e Jornalista







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