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  • Foto do escritorGenival Dantas

*Ajudei(12/06/2020)


Ajudei o despertar da vida na alma de quem se sentia morta

Colori os quadros pintados sem sensibilidade e em preto e branco

Dei harmonia à música triste sem acordes e sem pauta

Coloquei palavras de conforto em quem só tinha desencanto;

Busquei na natureza toda sua perfeição e sonoridade

Não deixei que secassem as fontes e matassem os bosques

Fui defensor de causas muitas vezes indefensáveis

Para que fosse feita justiça e reintegrada a verdade;

Não desanimei diante da covardia dos mais fortes

Aliei-me aos fracos no meio de tantas turbulências,

Construí muros e fortalezas evitando o avanço das marés

Mantive intacta a beleza milenar das exuberantes praias;

Procurei e fui justo quando intermediar desavenças

Uni o preto e o branco fazendo da mistura belos poemas e contos,

Desbravei terras bravas e distantes nunca antes exploradas

Sempre fui um dos muitos que manteve a esperança nos povos;

Fazendo uma análise fria e ponderada da minha trajetória

Quando sinto o vento mórbido do entardecer acariciando minha face,

Não sei, nem vou julgar, se o que faço na minha passagem vale a pena,

Sei apenas, faria tudo, da mesma forma que faço, novamente.

*poema feito nos anos 1970 quando ainda usava pseudônimos, por força das circunstâncias, assinei como Sergio Kante. O texto consta do livro Rainha Proibida, seleção do site: www.kantepoemas.com.br. Nesse site constavam 500 textos diversos e desapareceram em uma nuvem e não mais o encontrei; muitos deles não foram editados e nem salvos.


Genival Dantas/Sergio Kante (Pseudônimo)

Poeta, Escritor e Jornalista




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