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É tácito e de razão metafórica, o furibundo é um mero autorizativo

  • Foto do escritor: Genival Dantas
    Genival Dantas
  • há 30 minutos
  • 2 min de leitura










Escrevi as injúrias na areia, gravei os benefícios no mármore


Boiste - 21/01/2026

 

Na nossa juventude rimávamos amor com dor, tristeza camuflada em alegria, tudo era permitido, afinal imperava o frescor da jovialidade, os sentimentos afloravam à flor da pele, já afirmava o poeta mais inflamado, os gestos simples, porém profundos, traduziam sem palavras, todos os argumentos implacáveis que eram imaginados e silenciados pela luz da lua.

 

Que saudades desse tempo que se fora, e nos maltrata como uma verdadeira sentença condenatória a viver preso nas lembranças que vagueiam em nossa mente como quem a nos dizer que somos hoje rascunhos de uma vida passada, vivendo em uma letargia nas profundezas de uma masmorra, e que nada fizemos para eternizá-la no futuro próximo.

 

Mas, que futuro próximo é esse que não almejamos que chegue logo, ainda não aprendemos a viver no tempo do verbo que nos impele para longe, sabendo ele que se nada fizemos para nos justificar, como se candidatar a um novo tempo, conhecido como futuro, se presentemente sou um passado defectivo, cujo presente é um gerúndio, e bem distante, tal qual anômalo.

 

Nessa prosopopéia delirante, imagino os que fizeram do seu passado uma seara moldada, mesmo que nas mentiras mais escabrosas chegando ao atual estágio se sentindo o paladino das virtudes ancestrais, se projetando para o futuro como um protótipo da honradez e o paradigma a ser copiado pelas gerações futuras, cujas reminiscências ficarão perpetuados nas memórias afetivas.

 

Esses Seres aqui descritos são figuras impolutas de almas conspurcadas, tendo vivido no submundo da descompostura, hoje vivem atrelados a um conjunto de eletrônicos sendo seguidos diuturnamente pelo judiciário, cujo futuro que lhes esperam é um fundo de cela, quando muito, a vergonha de conviver com sua família envergonhado por ter maculado seus antecedentes e descendentes, em nome de um Poder que cria tê-lo.  

 

Genival Dantas

Poeta, Escritor e Jornalista




 
 
 

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