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Nossos autoproclamados epígonos são tradicionalmente burlescos

  • Foto do escritor: Genival Dantas
    Genival Dantas
  • há 17 minutos
  • 2 min de leitura


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Homenagem ao “soneto 19” de Camões

31/12/2025 – Parte 1


Alma minha gentil, que te partiste

Tão cedo desta vida descontente,

Repousa lá no céu eternamente,

E viva eu cá na terra sempre triste.

 

Estamos partindo de um jocoso ano, não obstante as intercorrências majoritariamente indefectíveis, em vários âmbitos: políticos, ambientais, naturais de ambientes sórdidos, deplorável na conduta moral de seus provedores, decadente na postura dos cuidadores dos nossos biomas, na ganância inexorável dos postulantes da condução dos nossos destinos.


31/12/2025 – Parte 2


Se lá no assento etéreo, onde subiste,

Memória desta vida se consente,

Não te esqueças daquele amor ardente,

Que já nos olhos meus tão puro viste.

 

Definitivamente, tivemos um ano injusto e imperfeito, nada se coadunou com os sonhos triunfantes dos que buscam pelo sucesso da humanidade, a sequência desanimadora dos nossos fracassos culminaram com os números fraquejados das nossas estatísticas nos mostrando o calabouço simetricamente opostas, colidindo com mapas adulterados dos nossos valores.


31/12/2025 – Parte 3


E se vires que pode merecer-te

Alguma cousa a dor, que me ficou

Da mágoa, sem remédio, de perder-te;

 

O único lado positivo que fica desse ano melancólico e triste é saber que o populismo não nos traz confiança, ela advém de instituições, absolutamente previsíveis, esse manancial que produziu tanta gente incompetente, de lideranças frustrantes tornaram o Brasil mais opaco, menos luzente, caímos nas estatísticas dolorosamente, não somos mais o País do futuro.

 

31/12/2025 – Parte 4


Roga a Deus, que teus anos encurtou

Que tão cedo daqui me leve a ver-te,

Quão cedo de meus olhos te levou.

 

Despeço-me de 2015, não desejando que 2016 seja um poema de sentimentos tristes e indeléveis para o brasileiro operador, produtivo e sedento de justiça, e que sua alma não fique mais consternada pela banalidade humana e suas injuções destrutíveis, que o verdadeiro novo não leve resquícios dessa geração de líderes predominantemente desleais e levianos. Se puder, desejo que possa, tenha um ano melhor, com paz, saúde, amor, harmonia e justiça.  

 

 

Genival Dantas

Poeta, Escritor e Jornalista

 

 

 

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