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Nem tudo que reluz é ouro

  • Foto do escritor: Genival Dantas
    Genival Dantas
  • 10 de jun. de 2025
  • 2 min de leitura





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09/06/2025

 

 

 

 

Alguém falou não sei quando que não sei onde aconteceu não sei o que, essa frase fica mais para um samba quadrado, uma disritmia, uma perfeita saída pela tangente, até mesmo um colóquio sem o devido começo, meio e fim. Tudo bem se não fosse na delação premiada, exatamente do tenente-coronel Mauro Cid, sobre a trama golpista, conforme o STF, verdadeiras pérolas no seu interrogatório.

 

Entendo que o delator tem mais flexibilidade que uma testemunha, entretanto sua condição é mais perigosa, o delator depoente tem que ter sua tese amparada em testemunhas, documentos e material comprobatório para que sua delação seja confirmada e seus benefícios possam, definitivamente, ser ratificado em plenário, caso contrário, além dele passar por um papel ridículo, ficará marcado e sem crédito.

 

Acredito até que o delator estivesse com os nervos a flor da pele em decorrência da presença da maioria dos delatados, a maioria militares, colegas de militância, inclusive seu ex-chefe imediato, Jair Bolsonaro, particularmente, não gostaria de ter ficado em sua pele, o delator tem uma posição vexatória, por mais que ele fale a verdade, a tendência é que ele traia a confiança de uma maioria amiga.

 

Quem acompanhou os depoimentos dos interrogados pode sentir que Jair Bolsonaro pode, de uma forma inteligente, descontruir a maioria das narrativas empreendidas pelo ministro relator e réu, além de juiz, Alexandre de Moraes, do Procurador Geral da República, Paulo Gonet, e do ministro Luiz Fux, esse último muito mais comedido que os dois anteriores.

 

Existe uma armação muito grande para que esses envolvidos no “08 de janeiro de 2023”, conhecidos como “núcleo crucial” sejam condenados, além dos outros núcleos, como muita coisa vai ficando clara com certeza as condenações vão ter suas penas diminuídas, não sem, entretanto, alguém no grupo ter uma pena mínima, longe dos 15 ou mais anos de condenação. Vamos aguardar os fatos.


 

Genival Dantas

Poeta, Escritor e Jornalista

 

 

 

 



 
 
 

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