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  • Foto do escritorGenival Dantas

Bolsonaro tentou fazer um giro fez um jirau (08/09/2021)







O Fato Sem Politicagem 08/09/2021


Depois de muita propaganda, convites espalhados por todo país, finalmente, dia 07 de setembro de 2021 chegou e desde a véspera a movimentação nas principais cidades do Brasil a expectativa era enorme, muita gente dando palpites, fazendo previsões, sem apostas costumeiras. A maioria dos empolgados faziam previsões otimistas no resultado positivo daquela empreitada convocada pelo presidente Jair Bolsonaro, era uma situação que só ele tinha a perder caso o resultado fosse pífio.


Uma enorme multidão tomou conta das ruas, muitas cidades e Capitais do Brasil atenderam ao chamamento do presidente do Brasil. Tudo ia muito bem, em Brasília a festa teve início com o hasteamento da bandeira, um ato cívico que me reporta sempre aos meus velhos tempos desde o Grupo Escolar, mesmo espaço físico do Jardim da Infância (hoje tem outra nomenclatura) mal sabem, os mais jovens, o que significava aquele ato, para as crianças sonhadoras do antigo Brasil.


Todo solenidade tem sempre os oradores oficiais, nada mais justo que naquele ato e com a presença do presidente da República aquela faceta ficasse a cargo do presidente em exercício, Jair Bolsonaro. Até aqui tudo bem, tudo conforme o script, dentro do contexto, doravante a coisa se degringola; Jair Bolsonaro, se sentindo no seu reduto, com apoio incondicional dos seus eleitores se joga de corpo e alma no seu palavreado de sempre, se empolga e não se faz de arrogante.


Coloca para fora todo seu sentimento de incômodo, e insatisfação com seu principal desconforto no cargo que ocupa e que lhe persegue o tempo todo durante todo tempo, não lhe dando sossego e nem aos seus simpatizantes e garante que vai se livrar desse mal que tanta insônia tem lhe causado nesses dois anos e quase nove meses. Foram 20 minutos de lamentações e tentativas de se desculpar por um governo ainda julgado por muitos como insatisfatório.


Depois daquele encontro com o povo e na Capital Federal, como prometera, segue para o seu compromisso posterior, Capital paulista. Lá em São Paulo ele foi mais enfático, destila sua ira contra o membro do STF que mais lhe persegue dentro daquela Corte, tendo intervindo até mesmo na escalação dos seus funcionários diretos ou indiretos, mandando fazer substituições que não lhe agrada e a pedido de outros Poderes, e cita nominalmente o ministro, Alexandre de Morais.


Era o começo de uma tragédia anunciada, a partir daquele momento seu discurso passou a incomodar muita gente, pessoas dentro da sua esfera de apoio, passando por adversários políticos, entidades, como OAB, Partidos Políticos, Governadores, religiosos e grupos independentes. A tentativa de Bolsonaro de aproveitar o momento para angariar mais apoio ao seu projeto de reeleição minguou e o desalento para mais, com efeito, dominó.


Jair Bolsonaro seguiu indiferente aos ataques que teve, principalmente na mídia digital, correntes foram se formando, até mesmo partidos aliados, mormente componentes do Central, bloco de apoio ao seu governo, já começara a se rebelar e fazer críticas aos seus pronunciamentos, partidos da Direita também se alinharam nesse sentido, a maioria da esquerda, não era para se admirar, mas surgiram como foguetes na direção de pedido de impeachment para Bolsonaro.


Dessa forma e perdido pela pressão psicológica, Jair Bolsonaro troca alhos por bugalhos, falando que ia convocar o Conselho da República, quando, efetivamente, queria dizer Conselho do Governo, uma grande diferença em todos os aspectos. O dia de ontem, 07 de setembro passou de forma absolutamente traumática para o presidente da República, com parte de seus apoiadores, aqueles menos diretos, mais de muita importância, isolando o presidente de forma contundente.


Assim sendo, o dia seguinte, hoje, 08 de setembro, foi para contabilizar as perdas e ganhos, mais perdas que ganhos, com um exército de insatisfeitos pelo dia de ontem, muitos decepcionados com a postura do Jair Bolsonaro, sem entender a atitude do presidente que devia ter falado mais dos problemas reais, como a crise energética e hídrica, dos problemas da inflação que é um fato real, o custo dos alimentos, a crise institucional e suas consequências na administração pública.


São tantos os problemas que colocam em risco a estabilidade de nossa Nação, dependendo de ações de urgência e emergência, exigindo o máximo de empenho de nossas autoridades, não permitindo que nossas autoridades se furtem das suas responsabilidades para com a população. Para tentar amenizar os problemas mais urgentes o presidente da Câmara, Artur Lira, fez pronunciamento colocando um muro de arrimo para sustentação da Democracia como atenuante.


Esse fato foi providencial evitando que ocorressem mais atritos verbais entre o Judiciário e o Executivo, mesmo assim, a pronunciamento de Luiz Fux, presidente do STF, em defesa dos seus membros, foi simplesmente pontual e objetivo, alegando que o descumprimento de ordens daquela Casa é um grave erro para o Executivo, como havia se pronunciado o presidente Jair Bolsonaro. Nesse momento é preciso que o diálogo seja mantido e procurar estimulá-lo entre todos os envolvidos.


Essa é uma questão positiva que deve ser enfatizada, assim como não devemos esquecer-nos de elogiar o comportamento de todos os participantes das comemorações no dia de ontem, tanto do pessoal da direita como da esquerda, pelo comportamento exemplar em todo Brasil, não havendo registro de ocorrências mais graves que viesse causar prejuízos aos seus partícipes. O receio da possibilidade de confrontos foi contornado de forma objetiva e assertiva.


Fica aqui nosso registro também da necessidade de criarmos comissões dentro do campo político, no sentido de montarmos trincheiras no exercício do combate aos exageros e excessos que possam advir de fatos meramente subjetivos em substituição à relevância que deve ser dada a manutenção da ordem e da disciplina na manutenção da nossa Democracia plena, nem que para esse intento seja necessário descartarmos certos componentes que queiram apenas a desordem como objetivo.


Cada corrente política deve contornar os problemas dentro dos seus blocos internamente, não deixando que a indisciplina extrapole o limite das suas cercas e muros e que a causa seja efetivamente o bem coletivo e ignorando a conquista pessoal, em primeiro lugar devemos lutar pela causa maior que é a comunidade, na sequência todos ganharemos com empenho individual a conquista será geral, pratique essa teoria e você verá o resultado.


Genival Dantas

Poeta, Escritor e Jornalista







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