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  • Foto do escritorGenival Dantas

Uma transição melindrosa e de difícil solução







O fato sem politicagem 11/11/2022



É público e notório que essa etapa de transição do governo federal ficou cheia de vaidades pessoais, amor próprio ofendido, desgastes exacerbados, sentimentos de orgulhosos magoados, falta de consenso em determinados momentos e em situações em que há mais pretendentes que cargos, mormente em um ambiente ambíguo e cabeças pensantes mesmo aliadas de ideologias divergentes, particularmente, considero um marasmo perfeito.



Ficando sob a responsabilidade do Geraldo Alkmin, a responsabilidade da coordenação, sendo ele um estranho no ninho do PT, ele que saiu do tucanato e se acomoda no seio do PSB, acredito até que seja apenas um arranjo de acomodação, o PSDB sempre foi um PT metido a intelectual, uma esquerda ululante, uma rapsódia envergonhada, diferentemente do pássaro tucano é uma ave de rapina, disfarçada entre tantas e com penas de beleza estonteantes.



Essa fase é necessária para que as avaliações da nova equipe do governa sejam feitas, de cunho até mesmo de auditoria, cuja necessidade é premente a partir do momento que se encerra uma gestão e a nova tem o direito de receber o acervo em andamento dentro da normalidade absoluta, não ficando dúvidas como residuais, e que o próprio governo que vai se instalar tenha reais condições de montra seu projeto inicial de governança.



Como o grupo que ganhou as eleições é formado por várias correntes políticas, mesmo pertencente a uma ideologia determinada, o embaraço é formado por divergências de opiniões, o que é absolutamente normal, o que faz a situação piorar é o egoísmo humano, muitos querem aparecer e as possibilidades de protagonismo são para poucos, mesmo que o presidente eleito, Lula da Silva, anuncie a incorporação de novos ministérios, a demanda será menor que a necessidade.



Depois de 06 anos fora do governo federal, a necessidade de ocupação de cargos pelo grupo Esquerdista é muito grande, principalmente naqueles cargos pertencentes ao primeiro escalão e ministérios, até estatais, ofereçam possibilidades de maiores aportes financeiros e o volume de financiamentos sejam maiores, tipo: Saúde, Educação, Obras e Saneamento básico, além da área social, muito visada nos governos Lulopetistas.



Sendo uma situação de difícil administração mais um complicador vem se instalar, os comentários do presidente eleito, Lula da Silva, na hora errada, em local inapropriado, para uma plateia normalmente crítica e observadora, as palavras do Lula caíram como uma dinamite no setor financeiro do país, a Bolsa de Valores despencou, o Dólar subiu, o mercado investidor ficou nervoso e a lua de mel do PT simplesmente escafedeu-se.



Essa história de achar que teto de gasto é piada de palanque, tentar usar um cheque em branco, endossado pelo Congresso Nacional, de R$ 200 bilhões, para iniciar uma conversar de cavalheiros, cujo interlocutor é o Centrão, é tentar convencer um bispo com conversa de coroinha. Entendo que o grupo do PT é uma sumidade em termos de malandragem política, mas ele tem que entender que outros grupos estão armados para qualquer tentativa de ação dos mestres petistas.


Essa será uma corrida de 400 metros com barreiras, não sei se teremos um final feliz para os postulantes a um novo modo de prestigiar a área social, vão desmontar o projeto do Bolsonaro e reeditar o Bolsa família, inclusive tentando emplacar um período de estabilidade, trata-se de uma tarefa difícil, principalmente se não for um projeto de renovação constante, os beneficiados com direitos e obrigações e incentivos para deixem o projeto em data marcada e reintroduzido na sociedade produtiva, para ingresso de novos necessitados, nada definitivo. Isso é um fato.




Genival Dantas

Poeta, Escritor e Jornalista













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