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  • Foto do escritorGenival Dantas

Uma eleição sem propostas, favorito, nem mesmo empolgação





O fato sem politicagem 27/10/2022



O brasileiro foi sempre um povo, mesmo não entendendo muito de política, apaixonado pelas disputas políticas, mormente nos rincões desse País Continental. Desde o final dos anos 1950, época que me lembro com bastante lucidez, as disputas sempre foram em função dos políticos e suas tradições familiares, os partidos políticos ficavam na maioria das vezes em segundo plano, as oligarquias se formavam e eram comandadas pelos membros mais destacados da sociedade.



Quando os meios de comunicações eram restritos as emissoras de rádios, normalmente regionais, as locais eram poucas, havia ainda o serviço de alto falante, com suas cornetas penduradas em postes e torres das igrejas católicas, ali se anunciavam desde recados domésticos, ofereciam-se músicas aos enamorados, principalmente no horário noturno, missa de sétimo dia e o falecimento das pessoas mais conhecidas e queridas da população.



Nesse tópico há uma curiosidade, meu primeiro trabalho foi exatamente em um serviço de alto falante, ainda na pré-adolescência, sonoplastia e locutor mirim, na sequência, por questão de sobrevivência, entrei no ramo farmacêutico, iniciando como ajudante de balconista, em farmácia, passando por distribuidora, propagandista de laboratório, supervisor, gerente, finalmente proprietário de laboratório farmacêutico.



Voltando às lembranças políticas, uma das imagens que mais me marcaram foi o som da banda de música, da minha cidade natal, quando ela passava na alvorada, sempre patrocinada por um político candidato, normalmente da situação, essa é uma marca que ficou indelével na minha memória, mesmo distante física e no tempo, nada mais sonoro que lembrar das imagens da minha pequena Pombal/PB e sua banda de música.



Hoje temos verdadeira guerra contaminada pelas mentiras contadas por candidatos sem nenhuma expressão moral e cultural se arvorando em pregar possibilidades de dias melhores com propostas irreais e infundadas, apenas para conseguir o voto dos mais inocentes e humildes, em discursos que parecem mais tramoias, verdadeira cretinice com o único objetivo de enganar a quem não merece tamanha mesquinhez.


O que vem ocorrendo nesses últimos dias de propaganda política é um verdadeiro vexame, com políticos e autoridades da área, a quem compete a civilidade, honestidade e clareza de projetos, uma verdadeira canalhice onde todos se envolvem e tornam as eleições menores e pouco elegantes, conseguindo a proeza de desmantelar o que já vinha em decadência, fazendo da nossa Democracia uma infeliz ideia de cidadania, nesse ritmo estaremos fadados ao descrédito.



Com todo respeito ao que já fomos politicamente e defensores da República Democrática, esperamos que o próximo presidente da República seja eleito, mesmo com toda desorganização apresentada pelos controles oficiais, e mesmo que o próximo eleito não tenha as classificações necessárias e desejadas por todos nós, nem o Lula e nem mesmo o Bolsonaro é o candidato que esperávamos eleger, mas, infelizmente é o que temos, que assim seja. Isso é um fato.





Genival Dantas

Poeta, Escritor e Jornalista













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