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  • Foto do escritorGenival Dantas

Semelhanças e diferenças entre gripe espanhola e Coronavírus (05/03/2021)


O Fato Sem Politicagem 05/03/2021


Quando o presidente Bolsonaro usa seus rompantes para negar o poder de destruição do Coronavírus em nosso país, paro e começo a fazer uma analogia entre as maiores pandemias que nos afetaram até hoje, a gripe espanhola e o Coronavírus; mesmo com a equidistância dos fatos, tempo, poder de extermínio, evolução científica e médica, podem observar que no aspecto político e social muita coisa mudou muito pouco.


No inicio do século passado, a descentralização das ações contribuíram bastante para a morosidade na condução das políticas sanitárias no combate ao vírus que matava sem clemência em todo o planeta, não foi diferente com o Brasil. A história nos relata números divergentes, mas as fontes de informações registraram a perdas entre 20, 50 e até 100 milhões de habitantes. Ficando registrado um número de até 50 mil brasileiros que perderam a vida naquela fase infectada pelo vírus.


Assim como hoje, na época muitos remédios milagrosos aparecem para a cura do mal exterminador de vidas humanas, conhecida inicialmente como “limpa-velhos”, pela incidência da doença sobre os mais velhos, até que começasse a matar, principalmente, mais homens adultos entre 20 e 40 anos, para desespero da juventude.


Um remédio muito usado na fase agua foi o quinino, produto próprio no combate da malária, com a demanda muito grande do remédio sua falta foi observada e seu preço alterado para maior, hoje a situação não é diferente com uso de outros produtos e com o mesmo caminho percorrido, falta no mercado, preços mais caros desde o começo da pandemia e poder de cura sem comprovação científica certificada.

Como não havia uma consciência nacional sobre o remédio certo e os procedimentos corretos na condução da cura do vírus, todo processo usado no combate da doença era experimental, tal qual ocorre agora, uso de máscaras, asseio pessoal e isolamento social, essa prática pode não ser a mais correta, porém teve seu efeito prático válido e estamos com o sentimento que esse é um processo que vem dando certo, na ausência de uma alternativa mais eficaz.


No governo central do Brasil, assim como hoje, muita gente foi sacrificada nos seus cargos, demissões ocorreram, só foi acalmado com a entrada do renomado sanitarista Carlos Chagas que passou a responder pelo combate a pandemia da gripe espanhola e a política de aproximação do governo federal com a Imprensa, também tida na época como sensacionalista e provocadora de pânico na população, foi preciso à implantação da censura e proibição de determinadas notícias.

Na época tivemos a perda, 1919, do presidente eleito em 1918, Rodrigues Alves, sua morte ocorreu antes que ele assumisse o cargo.



Nos dias atuais, novamente se culpam os meios de comunicação por espalharem a sensação de pânico entre a população, ao anunciarem o grande número de vítimas em outros países. Novamente a imprensa é acusada de ser causadora de uma histeria desnecessária. Além disso, aqui no Brasil inúmeras pessoas passaram a negar a existência da pandemia. Muitos afirmaram que era uma mentira da imprensa, que nada daquilo era verdade.


Convém registrar, no período de 1918/1919, fase mais aguda da pandemia da gripe espanhola, passamos por três presidentes: Wenceslau Braz (15/11/2014 a 15/11/1918) – Delfim Moreira (15/11/1918 a 28/07/1919) finalmente, Epitácio Pessoa (28/07/2019 a 15/11/1922). No decorrer do Coronavírus, de 01/01/1919 até hoje temos o presidente Jair Bolsonaro, considerado pela Imprensa internacional como o pior presidente entre todos os presidentes das Repúblicas Democráticas e em todos os tempos.


Sem ser alarmista, mas a título de orientação, principalmente aos que possuem comorbidades e com idade mais avançada, procurem o máximo possível o recolhimento social e dentro dos seus limites físico, financeiro e mental. O momento é de cautela e proteção para todos, ante a inércia, apatia e total ausência de atitude do governo central, os governadores buscam junto ao Poder Legislativo alguma solução emergencial.


Os primeiros contatos já foram feitos, algumas evidências já surgiram dessa mediação, o auxílio emergencial avança no Congresso, há promessa que quarta-feira próxima, 10/03, tudo esteja aprovado na Câmara Federal e o povo mais necessitado volte a sentir um pouco de esperança de ter sobre sua mesa um pouco de alimento para os seus.


Com a pressão da imprensa e da própria classe política o cronograma de vacinação para fechamento do primeiro trimestre sairá também na próxima semana, promessa do ministério da Saúde, como a programação não venha o correr conforme o informado há a possibilidade dos Estados recorrerem diretamente ao mercado e comprarem os respectivos imunizantes com aval do Poder Judiciário, para vergonha do Poder Executivo.


Não podemos ficar sentados sobre a crise acompanhando o desenrolar dos fatos, precisamos seguir em direção aos tomadores de iniciativas, antes que acompanhem nossos enterros em tempo bem próximo, já chegamos aos mais de 1700/mortos/dia, existem previsões que atingiremos o patamar nada animador de 3000/mortos/dia. Temos que ajudar a não atingirmos esse número insano, além de tomarmos as precauções necessárias devemos insistir para que as outras pessoas, no nosso entorno, também tenham o mesmo comportamento, para o bem de todos.


Genival Dantas

Poeta, Escritor e Jornalista








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