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  • Foto do escritorGenival Dantas

Só temos uma certeza, nada será como antes!(13/07/2020)




Essa última semana que estamos chegando ao seu final foi severamente tensa e de muitas cobranças ao governo central, mesmo com o Presidente da República isolado em função da Coronavírus, cujo contágio do Bolsonaro foi motivo de muitas observações a respeito do fato ser verdadeiro, ou não, apesar dessa intriga o País continuou em sua marcha em direção ao futuro. Os problemas não deixaram de existir, até mesmo determinados assuntos foram colocados em pautas para as devidas providências e assertividades.

Já havia reunião acertada com o vice-presidente da República Hamilton Morão, 09/07, e 10 investidores representantes de fundos estrangeiros que operam com apoio aos países em desenvolvimento com reais compromissos e zelo ao meio ambiente e sua preservação. Trata-se de um grupo de pressão constante sobre o governo brasileiro para reduzir o desmatamento na Amazônia legal e queimadas naquela região.

Até aquele encontro o Brasil representado pelo vice-presidente e responsável pela operação de combate ao desmatamento da Amazônia não estava tão enfático nas suas exposições. Vale lembrar a participação de três ministros, na mesma reunião, Ernesto Araújo (Relações Exteriores), Ricardo Salles (Meio Ambiente) e Tereza Cristina (Agricultura). Vários foram os temas discorridos e o ponto nevrálgico da pauta, socorro financeiro para a região.

Na sequência e no dia seguinte, ontem, os debatedores eram outros, agora empresários brasileiros, tão interessados e intrigados com a situação da Amazônia e muitas vezes relevados a um problema menor, para desespero daqueles que olham as nossas reservas naturais com tanto orgulho e carinho. Dessa feita o vice-presidente foi mais enfático com o tema e empenhou sua palavra que faria o melhor para que uma solução consensual fosse efetivamente dada. Esperamos que os acordos iniciais ali costurados sejam considerados por todos os envolvidos nesse tema tão importante não só para o Brasil.

Outro assunto que ficou em evidência durante toda semana foi o reinicio de várias atividades comerciais e industriais, em processo lento e gradual, objetivando proporcionar um alento para a economia nacional, sem, necessariamente, abrir mão dos controles efetivos no combate ao Coronavírus. Doravante vamos sentir muitas mudanças, muitas delas já em prática em algumas situações pontuais em setores específicos.

Face ao momento de grave situação econômica e financeira para os empresários, sem distinção, micros, pequenos, médios e até mesmo alguns grandes, dependendo do setor explorado. No transporte aéreo das três principais empresas, a Latam Brasil pede recuperação judicial junto aos EUA, a Latam internacional já tinha feito acordo igual anteriormente. Esse fato é interessante para o governo brasileiro que ficou de fazer aporte de valores e a recuperação do socorro, nesses casos, e em função da legislação americana o financiador ou financiadores têm preferência no pagável futuro.

Ressaltando, as duas outras empresas também pediram socorro ao governo brasileiro, Azul e Gol, as três têm agenda de R$ 2 bi cada, quanto à quarta empresa, Avianca Brasil, depois de ficar em recuperação judicial desde dezembro de 2018, entrou com pedido de falência, ela já estava sem operar desde maio de 2019, acumula uma dívida de R$ 2.7 bilhões. Em outros setores a situação tende a se acomodarem dentro de arranjos solidários entre grandes grupos, fornecedores e clientes (distribuidores).

Continuando a focar o reinicio de um novo tempo no mercado empresarial, bons ventos sopram sobre a terra brasileira. A Renner do setor têxtil disponibiliza R$ 400 mi para auxiliar seus fornecedores menores e distribuidores também do mesmo porte na tentativa de mantê-los operando durante esse tempo de tempestades e no futuro; a Bosch no segmento de autopeças também segue o mesmo exemplo; lembramos a Mercedes-Benz, montadora de caminhões e chassis de ônibus, Gerdau, setor de aço, se prontificaram a colaborar também com seus aliados comerciais, na intenção de manter a cadeia produtiva e consumidora, mantendo-se dessa forma o elo da economia ativa.

Outros grandes grupos certamente vão trabalhar nesse sentido, esse tipo de atitude é importante no sentido que produção e consumo de juntam para manter o mercado equilibrado sem a interveniência do governo central com seus tentáculos financeiros, financiando o consumo fácil e mentiroso, criando bolhas e quebrar a iniciativa privada em momento não tão distante. Quando alguém antecipa pagamentos e recebe com antecipação e sem aplicação de juros de mora a vida financeira das empresas fica mais fácil, até mesmo o governo se beneficia recebendo seus impostos nos devidos prazos, ou seja, quando todos ganham o futuro se pronuncia mais brilhante.


Genival Dantas

Poeta, Escritor e Jornalista




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