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  • Foto do escritorGenival Dantas

Sábio é aquele que conhece os limites da própria ignorância(Sócrates) (14/09/2020)




O Fato Sem Politicagem 14/9/2020

A frase acima é dessa personagem da história, um ser extraordinário, considerado pelos maiores filósofos de todos os tempos, inclusive seus alunos diretos e seguidores na vida e na filosofia, Sócrates, aquele que nunca escreveu um só bilhete, uma só estrofe, mesmo assim é tido como o maior dos pensadores que já tivemos, por isso, admirado por aqueles que consideram os estudos filosóficos os mais importantes na evolução intelectual da raça humana.

Não fora a honestidade e lealdade do seu maior discípulo, Platão, certamente o mundo não teria conhecimento da profundidade do pensamento classifico que tinha o mestre Sócrates, além do Platão outros contemporâneos dele também exerceram um papel fundamental para a difusão das suas teorias e inteligência, dentre eles o próprio Aristóteles que mesmo vivendo em escolas distintas fez questão de realçar a importância daquele que parturejava a luz da cultura em Atenas, juntamente com Platão, que tendo escrito várias obras contribuiu para que aquela (ERA) fosse denominada de Socrática.

Na maiêutica Socrática o elemento de quem se estava falando era induzido a descobrir conhecimentos que ele tinha, sem nem mesmo ter essa ciência, ao ponto do próprio Sócrates, dentro da sua modéstia e infinita humildade falava sempre que nada sabia, há uma célebre frase dele que é termo de citações até hoje, quando alguém que elucidar momentos de conhecimento e referenciar o grande mestre da filosofia, Mário Sérgio Cortella, em suas pregações, faz sempre menção a esse fato.

Fiz essas considerações iniciações para juntos mergulharmos nessa crise que estamos atravessando, constituída de tanta desinteligência por parte das pessoas que deviam possuir uma cultura pelo menos elementar, em termos de respeito para com os correligionários, seus parceiros, amigos e até defensores das causas que defendem em conjunto. Entretanto, o que temos visto nos últimos tempos, prioritariamente nas últimas décadas, quando fomos absorvidas por uma mentalidade política provocada pelos extremos da Direita e Esquerda que tem nos levado apenas aos descaminhos e a intolerância.

Infelizmente o populismo tem dominado as democracias dos dois maiores países das Américas, tanto do Norte como do sul, com a participação do Donaldo Trump, nos EUA, e o Jair Bolsonaro, aqui no Brasil, cujo prejuízo para a democracia dessas duas potências se constituirá em um mal que a priori não podemos aquilatar, sabemos apenas que será danoso.

No Brasil a situação ainda é pior, estamos numa sequência desastrosa, tivemos inicialmente mais de uma década com os retrógrados da esquerda praticamente desmontando o país tanto na sua economia como na Educação, Saúde e Segurança institucional. A transformação que tivemos depois da nova Constituição, 1988, e até mesmo durante sua execução foi simplesmente inacreditável. Sofremos um atropelo nos ideais do nosso povo que supera a razoabilidade, destruíram o futuro da nossa juventude com indução da ideologia dentro das escolas e universidades, principalmente as públicas, totalmente deformadas na sua estrutura educacional.

O tripé que forma os Poderes constituídos da nossa República está desarticulado, cada qual tentando mostrar quem manda mais e a harmonia que devia prevalecer entre eles é um pensamento apenas do passado. O executivo tem como seu representante alguém que não tem a menor noção do que seja comando e comandados, acredita ainda que liderar é simplesmente mandar, sem nenhum critério político ou administrativo.

O Legislativo sofre de inanição democrática, sofre de falência múltipla da representatividade, a maioria dos congressistas não serve para servir quem lá os colocaram, são insipientes nas atividades como legisladores, acredito que nem sabem por estão nessa atividade que já foi uma das mais dignas dentro de um regime Democrático. O Judiciário, esse sim, seus membros, pelos menos uma boa parte, foi sequestrada pelos patrocinaram seu ingresso naquela Casa, que já foi reconhecida como a guardiã das Leis, simplesmente foi transformada em um ambiente político, quando tudo é discutido, menos o que é legal e moral. Triste sina de um povo que não tem um Judiciário que não seja digno de ser respeitado, triste Judiciário que não merece o culto do seu povo.

No meio dessa pandemia sanitária muita coisa veio à tona, a casa tem caído para muita gente, autoridades do Executivo que tínhamos certeza que eram imprescindíveis já se desligaram do governo e a vida continua em marcha, algumas outras autoridades estão se definhando como o passar do tempo, o próprio presidente da República faz questão de desprestigiar aqueles que se sentem muitas vezes acima do seu verdadeiro prestígio e capacidade, não sei se depois desse vendaval e tempestades de emoções o rio voltará ao seu curso normal seguindo seu leito natural.

Como é triste verificarmos que enquanto o mundo pega fogo em algumas regiões, dentre elas o nosso pantanal, conquanto a mata da Amazônia seja devastada e algumas autoridades que respondem diretamente por esse caos da natureza simplesmente negam o inegável, desmentem o que é de mais verdadeiro jogando nossa credibilidade abaixo do improvável. O que nos consola, no meio desse devaneio moral, surge alguns poucos a defender nossa honra, caso específico do Ministro da infraestrutura, Tarcísio de Freitas, até então um mero coadjuvante tem demonstrado toda sua capacidade na reconstrução nas multimodais.

É bom saber que no meio de tanta crise e críticas, depois de uma inauguração da primeira operação intermodal de cargas, a Companhia de Navegação a Vapor e Estrada de Ferro de Petrópolis, projeto de 1854, patrocinado por Dom Pedro ll e o Barão de Mauá, ele que foi o maior empresário do Império.

Surge agora o empenho do governo atual e consegue levantar essa causa e coloca em ação um projeto de revitalização dessa antiga forma de navegação, tão necessária e barata, na sua execução, interligando o Norte brasileiro aos principais portos para exportação das nossas commodities, destacando o milho, algodão, soja e a pecuária de corte. Esse é um assunto que merece destaque em um texto exclusivo na sequência, assim como a crise do nosso meio ambiente.

Genival Dantas

Poeta, Escritor e Jornalista



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