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  • Foto do escritorGenival Dantas

Rei morto, rei posto, da mitologia ao realismo brasileiro (17/03/2021)



O Fato Sem Politicagem 17/03/2021


Na cultura popular encontramos várias citações, histórias e colocações compostas de muitas informações que mantém a historicidade dos povos e suas gerações de forma oral e quando de uma forma mista com a conjugação da escrita ou documental. Rei morto, rei posto é um ditado popular com várias origens, fico com a mais provável dedicada a uma clássica história da mitologia grega.


Conta-se que Teseu usou essa expressão quando ele derrotou o Minotauro (metade homem, metade touro) e Mimos, rei de Creta; na sequência Teseu herdou o trono de Mimos, a adoração do povo de Creta e o amor da viúva. Lenda constante no livro “Rei Morto, Rei Posto” (The King Must Die) da britânica Mary Renault – 1905/1983.


Sendo uma expressão comumente usada no meio político e principalmente por isso é que a tomo emprestada para estabelecer um elo entre a fantasia, a realidade e a incredulidade da situação em que nos metemos por conta da falta de administração na nossa saúde pública. Um sistema de governo que em dois anos passa por três ministros e celeuma em seu núcleo é de causar calafrios.


Qualquer ser humano mais consciente, não necessitando de nenhum conhecimento mais profundo do setor, sente na própria pele as dificuldades no gerenciamento do setor de saúde do governo brasileiro, não estamos sendo conduzidos, estamos, sim, sendo levados pelas torrentes da incompetência, sem nenhuma possibilidade de melhorias no atual sistema.


Já me reportei tem texto anterior que, apesar da falta de absoluto conhecimento do assunto pelo ministro Eduardo Pazuello deixo claro minha admiração ao ser humano que ele o é com sua fidelidade canina ao seu chefe imediato presidente Bolsonaro. Por isso, e só por isso, nossa gratidão pelos seus esforços, mesmo inconsistentes, nesse momento de despedida do cargo.


Tal qual na mitologia, rei morto, rei posto, malgrado mandato insipiente cheio de contradições e reavaliações, por conta das constantes investidas e desaprovações do presidente Bolsonaro, para desespero e vexame dos militares, berço do ministro Pazuello, finalmente volta um profissional da área, médico atuante dentro dos princípios basilares que o cargo exige.


O que parecia uma escolha correta, de uma pessoa talhada para o cargo, já existe controvérsias sobre aquilo que defendia o Cardiologista, Marcelo Queiroga e a posição assumida pelo o médico indicado ao ministério da Saúde, há uma distancia muito grande entre os conceitos anteriores e o discurso logo após sua indicação, para desencanto de alguns apoiadores do Bolsonaro.


Quanto ao tratamento precoce ou medicamentos profiláticos da Covide-19, como uso do Hidroxicloroquina/Cloroquina, Azitromicina e Ivermectina, entre outros, conforme o próprio futuro ministro é um assunto do governo e política de saúde é do governo e não de ministro. Se o médico, de um Curriculum invejável, se ele veio apenas para cumprir tabela no governo Bolsonaro devia ter desistido antes de assumir o cargo.


O fato de Marcelo Queiroga defender apenas a vacinação não é suficiente para resolver a questão de gerenciamento no ministério da Saúde, há muito mais detalhes implicando numa gestão positiva. O seu relacionamento do os Bolsonaros não é passaporte para o sucesso dentro do governo, pelo contrário, precisamos muito mais de ação que presunção.



O lockdown foi relativizado, ficando o assunto por conta das situações regionais, a base de apoio do governo Bolsonaro, leia-se Centrão, entende que essa é a última chance que o atual governo tem para resolver em definitivo essa pendenga na Saúde do país. Já não há mais tempo hábil e nem mesmo paciência para administra um ministério como laboratório de pesquisa.


Chega de testar material humano em determinados cargos e que venha apenas para ser subserviente ao governo central, se faz necessário alguém com capacidade técnica e personalidade suficiente para impor regras e condições já estabelecidas no conceito internacional, não precisamos mais de achismos, há uma guerra em andamento com a pandemia sanitária resistindo.


O novo componente do governo precisa convencer com políticas positivas e propositivas, seguir a cartilha do governo será mero continuísmo do que já existia, das mesmices estamos fartos e indignados, é preciso um salto de qualidade de 180 graus, não em círculo, mas em linha reta e em direção as soluções possíveis e prováveis; precisamos parar com a mortificina geral.


Genival Dantas

Poeta, Escritor e Jornalista








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