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  • Foto do escritorGenival Dantas

Quanto custa uma vida!




Tudo começa em Brumadinho Estado de Minas Gerais, 25 de janeiro próximo passado, quando a barragem que leva o mesmo nome é rompida, soterrando pelos rejeitos da mineração, recolhidos e despejados na represa acidentada, um número superior a 330 vítimas entre mortos e desaparecidos, os números finais estão sendo aguardados, pois continua à busca de sobreviventes, muito embora não haja esperanças nesse sentido.

Os motivos pelos quais levaram a essa tragédia humana, as perdas das vidas ali tragadas pelo mar de lama, proporcionando um dos maiores acidentes no Brasil, tanto de ordem industrial como natural, causando danos irreparáveis ao ser humano e seu habitat, cujo prejuízo, as autoridades competentes e incompetentes estão levantando dados para avaliação e resultado final, além das causas e as consequências malévolas.

É mais um caso de descaso com a vida humana e nossas reservas ambientais. Independente de quem seja a responsabilidade, do poder público ou empreendimento privado, se faz necessário que se faça cumprir as determinações e normas de procedimentos com objetivo maior de se evitar outros casos semelhantes ou pior que o ocorrido.

Após 15 dias da tragédia de Brumadinho/MG somos surpreendidos com a notícia do incêndio no Centro de Treinamento do Flamengo, Ninho do Urubu e, por conseguinte, a morte de 10 jovens atletas e três feridos, ente 14 e 16 anos, todos pertencentes ao Clube do Flamengo do Rio de Janeiro, grande clube daquele Estado e do Brasil. Todos eles faziam parte do elenco do Clube para encaminhamento ao futebol profissional, quando completassem 18 anos.

O trágico acidente levou além das vidas, os sonhos daqueles jovens e familiares que apostavam no futuro sucesso s deles, a sequência foi uma mistura de frustações e desalentos. A reparação financeira prometida pelo clube não repõe as vidas perdidas, tal qual o caso de Brumadinho, apenas ameniza momentaneamente valores materiais, sem, entretanto, superar a dor dos parentes das vítimas, o muito que for feito pelos que ficaram será muito pouco para consolo de todos.

Dia 11/02, próximo passado, agora outra tragédia poderia ter acontecido e não ocorreu pelo socorro dado a tempo, nesse caso os danos foram menores em proporção ao do Flamengo, sem vítimas fatais, apenas com dois atletas, da categoria de base do Bangu, clube também do Rio de Janeiro. Os atletas estavam descansando no alojamento da Comissão de Desportes da Aeronáutica, Zona Oeste, Campo dos Afonsos.

Essas fatalidades com pessoas, locais e origens diversas, nos casos enumerados, decorrentes de água e fogo, estão virando rotina dentro do nosso País. Isso demonstra à absoluta falta de acuidade, zelo, atenção, manutenção preventiva e principalmente, amor ao trabalho e ao próximo.

Todas as vezes que relaxamos na nossa atividade colocamos não só a nossa vida em jogo como arriscamos a vidas dos outros, esse é um fenômeno que para safarmos dele só há uma condição fundamental, sine qua non, usar da honestidade em todos os aspectos, não corromper e nem se deixar corromper, mais uma vez: só depende de nós. Senhor tende piedade de nós.

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