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  • Foto do escritorGenival Dantas

Quando o silencio indaga e compromete(28:10:2019)



Estamos atravessando um momento político de extrema gravidade, não apenas internamente como no âmbito mundial. Há uma dicotomia, discutida entre as principais lideranças, da esquerda socialista e o socialismo moreno, contra a direita capitalista democrática. Essa situação, que não é nova, tem exaltado os nervos dos seus protagonistas, exacerbando o discurso radical, transformando-o em notória falta de tino, fomentado disparates movidos ao ódio, determinando delações, jogando sobre terra toda envergadura moral consubstanciada pelo comportamento social, tanto do delator como do delatado.


Essa metamorfose figura na mais alta camada do mundo político e empresarial, qualificando-os de mecenas às avessas, quando as partes são alinhadas na mesma pauta da extremada criminalidade, portanto, portadores de perigosas personalidades criminosas.


Convivemos e faz algum tempo, hoje colocados sob questionamentos, três casos emblemáticos. O primeiro trata-se do assassinato do ex-prefeito de Santo André/SP Celso Daniel, quando o antigo operador do mensalão, recentemente, em depoimento ao Ministério Público de São Paulo, prestado no Departamento de Investigações de Homicídios do Estado de Minas Gerais, Marcos Valério Fernandes de Souza, operado do mensalão, incriminou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na morte do prefeito em questão, além de outras pessoas já de conhecimento público, citados em outras delações.

O segundo caso e que não sai da mídia, é o assunto do ex-assessor, Fabrício Queiroz, do então deputado estadual pelo Rio de Janeiro Flávio Bolsonaro, hoje senador da República, sem uma solução que venha com uma resposta aplausível e que justifique tanta morosidade na condução do processo, tanto pela polícia como a Justiça.


Nesta data o Jornal “O Estado de São Paulo”, traz reportagem sobre os atuais movimentos do Queiroz, deixando claro o seu protagonismo nos bastidores da política, tanto na Câmara Federal, como no Senado, ou seja, no Congresso Nacional. Se há operação de salários divididos entre políticos e assessores não deu para fazer essa interpretação, apenas que é uma célula necrosada, porém viva.


Após treze meses da facada do Adélio Bispo em Jair Bolsonaro, então candidato a presidente da República, o tempo passou, o autor do atentado foi dado como inimputável, portanto, com algum problema de saúde mental, não houve recurso por parte da vítima, Jair Bolsonaro, atual presidente da República. O caso continua em banho-maria, nada se fala a despeito desse caso, nem mesmo a imprensa tão atuante nessas situações, principalmente quando envolve autoridades, situa-se ausente como quem cala consente.


Quero crer que a opinião pública merece um pouco mais de consideração das autoridades competentes e com as informações objetivas e circunscritas ao pé da letra, sem senões, objetivas e verdadeiras, como devem ser ditas as informações prestadas por quem de direito.


Genival Torres Dantas

Poeta e Escritor

genivaldantasrp@gmail.com

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