Quando a prepotência é maior que a capacidade o obsoleto prevalece
- Genival Dantas

- 27 de out. de 2025
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Quando um homem não sabe a que porto se dirige, nenhum vento é favorável
Sêneca - 27/10/2025
O que vem ocorrendo com os nosso Poderes é a absoluta vaidade que vem tomando conta dos seus respectivos presidentes por considerarem que o achismo é mais importante que as normas e procedimentos que delineiam os cargos exercidos e que deviam ser o suficiente para manter sua liturgia, aparentemente mais importante que o desempenho de suas funções.
Já é ultrapassada a teoria que o grande administrador consegue sempre os bons resultados através de terceiros, ou seja, sabe comandar seus subordinados de forma absolutamente respeitosa, sem menoscabar ninguém e ter que reprimir o outro em público, esse era o clássico administrador, o que temos hoje, pelo menos na área política é a sensação de ruídos na comunicação entre o comandante e o comandado.
O nosso Executivo não sabe lançar um projeto sem antes de qualquer iniciativa se acertar com o Legislativo sem delinear distribuição de valores, denominados de emenda parlamentares, quanto maior a importância do projeto maior é o número em Reais para massagear o ego dos congressistas vinculados ao famoso Centrão, sem o qual o grau de governabilidade fica muito difícil, ou impossível.
Outro exemplo nefasto para nossa Democracia é a forma catastrófica que o mesmo Executivo tem que indicar algum ministro ao Supremo, seu indicado, prerrogativa do próprio Executivo, mas o indicado tem que contar com a simpatia dos membros daquela Casa de Leis, além de ser um velho colaborador do Sistema e ter passado por menino de recado, mesmo em cargo de relevância, em governo anterior e da mesma ideologia.
Em tempo pretérito a pessoa para exercer determinados cargos ele tinha que ter amplo conhecimento da função, ser tecnicamente bem-preparado, hoje se você é um companheiro é o suficiente para que seja indicado para ser beneficiado das benesses que o sistema oferece com todas as mordomias como se o Brasil fosse um resort cuja conta no final da temporada, “sine die”, vem com o carimbo: PAGO.
Genival Dantas
Poeta, Escritor e Jornalista





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