Quando a derrota decorre por pura apatia e falta de dignidade profissional
- Genival Dantas

- há 6 dias
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Toda felicidade é feita de trabalho e coragem
19/07/2026
Reflexão dos pensadores da Praça do Canhão
Encerrou-se a Copa do Mundo 2026, patrocinada pela FIFA, muitas foram as Copas que eu já ouvi ou assisti no ápice dos meus 73 anos. Confesso que, essa última foi a que mais me deixou triste com o seu final melancólico, pois praticamente vimos um time jogando e o outro se arrastando em campo, sem a menor expressão de vigor e atitude de resistência para uma contenda final.
Esperava-se um verdadeiro final de campeonato, quando os atletas se jogam de corpo e alma em busca de um título para a glória deles e de seus países, confesso que minha decepção foi enorme. Aquela Argentina aguerrida mesmo jogando feio, dando pancada e provocando os rivais, não entrou em campo, vi apenas um time de futebol amedrontado, sem energia e entregue.
O Messi, aquele que jogava sua última Copa, com 39 anos, tido e havido como um dos maiores jogadores de todos os tempos, não foi nem mesmo um arremedo de um atleta que era tipo o provável ganhador da Taça de ouro, não respeitou nem mesmo os mais de 80 mil torcedores que lá estiveram, não brilhou e ainda viu seu adversário, mesmo não sendo brilhante, foi superior pelo seu conjunto.
Mesmo com a seleção derrotada os torcedores argentes soube, com muita dignidade, aceitar a derrota, por um único gol, porém definitivo, fizeram reverências ao seu ídolo maior, cantaram seu nome, como quem se despedindo dos torneios mais significantes, era o Messi que chorava a dor pesarosa, por encerrar uma carreira majestosa e de final infeliz.
Apenas como informação, os números perseguidos e ganhos em termos monetários são: Campeã (Espanha) US$ 50 milhões; Vice-campeã (Argentina) US$ 33 milhões; 3º lugar (Inglaterra) US$ 29 milhões; 4º lugar (França) US$ 27 milhões; 5º ao 8º lugar US$ 19 milhões; 9º ao 16º lugar US$ 15 milhões; 17º ao 32º lugar US$ 11 milhos e 33º ao 48° lugar US$ 9 milhões.
Os prêmios individuais, como o melhor jogador, o mais novo, o artilheiro (bola de ouro), o goleiro (luva de ouro). Muitos atletas vão ficar prejudicados por suas seleções não terem se classificados em posições melhores, entretanto é o jogo da vida, temos que lutar obcecadamente, sempre, pelos primeiros lugares, é quando entra o coletivo, ele muitas vezes supera o talento, foi o caso específico da Espanha nessa Copa.
Genival Dantas
Poeta, Escritor e Jornalista





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