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Poderes harmônicos sim, convergentes não

  • Foto do escritor: Genival Dantas
    Genival Dantas
  • há 1 minuto
  • 2 min de leitura






 

Escolhei vossos amigos como se eles tivessem de ser        um dia vossos inimigos – Stendhal – 15/08/2026

 

Aconselhamento dos pensadores da Praça do Canhão


 

Ficou muito mal a reunião na casa do ministro do STF, Alexandre de Moraes, dia 4, com o presidente do Executivo, Lula da Silva (PT-SP) e do Legislativo e presidente do Congresso, David Alcolumbre (União Brasil-AP), participação, como convidado, do ministro também do STF, Cristiano Zanin. Cuja finalidade era fazer o Executivo e o Legislativo voltassem a ter uma convivência harmônica.

 

A intermediação do ministro Alexandre de Moraes não ficou bem, pois há um entendimento que os Poderes devem ter uma relação harmônica, por se tratar de uma comunidade civilizada e o ambiente exige respeito e reciprocidade de tratamentos, porém o que, efetivamente, se discute é essa aproximação com resquícios de interesses mútuos, como numa triangulação suspeita.

 

Vamos aos fatos: o ministro Moraes, tem 52 solicitações de impeachment, sob o malhete do presidente do Congresso e Senado, David Alcolumbre, sua permanência na presidência daquele Poder é uma garantia que essa ocorrência não será transformada em realidade. Por sua vez, o Alcolumbre vai precisar do apoio do presidente Lula para sua reeleição nem 2027, para presidente do Congresso.

 

Na outra ponta, o presidente, Lula da Silva, precisa em caráter de urgência urgentíssima, a votação de 3 pautas eleitoreiras: o fim da escala 6x1; a ampliação das competências da União na segurança pública e o projeto que prevê uma política nacional de minerais críticos e estratégicos. Após mais 2 encontros do Lula com o Alcolumbre e outros envolvidos, tudo acertado.

 

É bom que fique bem claro que, se trata não de um acordo em favor do Brasil, mas de uma politicagem exercida por dois Poderes, com anuência do terceiro, no caso o Judiciário, o ministro cedeu espaço da sua própria casa para que os temas fossem ali desenvolvidos e os acertos de interesses pessoais fossem firmados aos olhos do eleitor brasileiro e da Constituição brasileira.

 

Genival Dantas

Poeta, Escritor e Jornalista



 
 
 

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