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  • Foto do escritorGenival Dantas

Pau que nasce torto, não tem jeito, morre torto

Atualizado: 9 de set. de 2019



Michelle Bachelet por duas vezes Presidente da República do Chile, períodos de 2006/2010 e 2014/2018, Comissária dos Direitos Humanos da ONU, foi duramente criticada pelo Presidente Jair Bolsonaro, por ela ter feito severas críticas alusivas a nossa Democracia. Dessa feita, como é seu costume, o Presidente com modus operandi Bolsonaro, atingiu a figura “In memorium” do genitor, da figura política chilena, mais uma vez, com excesso de rudeza, inabilidade política e descabida, próprio de quem não tem a menor intimidade com o trato civilizatório, usado na diplomacia mundial.


Melhor seria se o Presidente se cachasse naquele momento em que tomou conhecimento e autorizasse o nosso Chanceler, em nota diplomática, respondesse a ofensiva, se assim entendesse. Não só o Chile, mas outros Países de regimes diversificados, portanto, não havendo nenhuma defesa ideológica, apenas o estranho e indelicado comportamento de um Presidente de uma República Democrática e respeitada por todos.


O risco que corremos nessas investidas impensadas e desnorteadas do nosso Chefe de Estado é continuarmos a provocar atritos e arranhões políticos por todos os Continentes. Para quem não se lembra de Bolsonaro, já se indispôs com: Alemanha, Argentina, Canadá, Colômbia, Dinamarca, Finlândia, França, Países Árabes, Noruega, Venezuela e agora o Chile.


Diversas foram às razões, algumas em defesa do Estado, outras por derrapagem nas palavras, sem ter noção do controle e da intensidade do despropérios que pode ser provocado por uma colocação mal feita ou mesmo uma palavra mal colocada, até mesmo insinuações e provocações ao desenterrar defuntos já esquecidos em ossuários, pelos cantos do mundo.

É profundamente lamentável que tenhamos que ficar comentando efeitos de farpas do nosso Presidente quando devíamos estar contabilizando lucros de projetos vitoriosos dentro do seu governo. Internamente a situação não é muito diferente, os insultos e provocações aos seus auxiliares diretos e indiretos nos causa espanto, pelo menos um deles tem se mantido fiel ao seu ingresso no governo apenas por razões da palavra empenhada por esse colaborador que é o Ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro.


A impressão que fica é, caso o Presidente demita o Diretor-geral da Polícia Federal, Mauricio Valeixo, sem anuência do Ministro Sergio Moro e ou o Ministro não tenha apoio no seu Projeto de Segurança Pública, sendo hoje o último dia para vetos do Presidente, a situação fica muito difícil para a convivência dos dois dentro do mesmo governo. Se a situação tiver um desfecho desfavorável ao Ministro seria melhor que ele, republicana e democraticamente, se desvencilhasse do cargo, certamente ele seria convidado para ser professor em qualquer Universidade de ponta, em qualquer Continente.


Em 2022, no alto da sua popularidade nacional, que o povo lhe confere, inclusive hoje a Datafolha vem mostrando que ele goza de 54% de voto positivo, contra 29% do Presidente, pode retornar ao País para ser eleito em qualquer cargo eletivo, nos Estados do Paraná ou mesmo São Paulo, quem sabe até pleitear a presidência da República, com grande possibilidade de êxito.


Por outro lado, quem ficou com o conceito bastante abalado, no dia de ontem, foi a Procuradora Geral da República (PGR), Raquel Doge, seis procuradores, são eles: Raquel Branquinho, Maria Clara Noleto, Luana Vargas, Hebert Mesquita, Victor Viccely e Alexandro Oliveira, componentes do Projeto Lava Jato, em Curitiba/PR, alegando incompatibilidade com a PGR, depois dela, ter dado seu parecer no acorde de colaboração premiada, de Léo Pinheiro, ex-presidente da OAS, para homologação do STF, Raquel Doge pediu o arquivamento de parte da delação, com implicações ao Presidente da Câmara, Deputado Rodrigo Maia (DEM/RJ), e um irmão do Presidente do Supremo Tribunal Federa (STF), Ministro Dias Toffoli.


Constam nos bastidores que os envolvidos são patrocinadores da recondução da Procuradora Geral da República, ao cargo que vence no próximo dia 17. Com todas essas incongruências esperamos que venham ventos mais amenos em direção aos três Poderes, e tenhamos dias mais descontraídos, politicamente falando.



Genival Torres Dantas

Poeta e Escritor

genivaldantasrp@gmail.com

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