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Os Três Poderes Parecem mais Anomias Aviltadas(15:11:2019)




Estamos verdadeiramente numa semana típica brasileira, a embaixada da Venezuela em Brasília invadida por simpatizantes do presidente autoproclamado Juan Guaidó, ato foi barrado por membros da embaixada em companhia de deputados da esquerda brasileira, componentes do PT e PSOL e PCdoB. Essa situação quase cria embaraço para a Diplomacia Brasileira, pois, ao mesmo tempo, o Itamarati recepcionava membros do Grupo do Brics, composto por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, na 11ª reunião de seus membros.

Sabemos que Rússia e China são simpatizantes do regime de Nicolás Maduro, o ainda ditador da Venezuela. Depois de 12 horas de negociações o impasse foi resolvido para alegria de todos, quase uma saia justa para o nosso governo.

O Presidente Bolsonaro recepciona seus convidados, mesmo transparecendo um pouco de nervosismo, ele era anfitrião e um dos membros dos cinco Países representantes de 42% da população mundial, reunidos para discussão de temas importantes para a política, economia e assuntos relacionados para a estabilidade financeira e avanço no tema de redução dos poluentes industriais que sufocam o planeta terra.

As primeiras rodadas de negociações, bilaterais, ocorreram conforme o anteriormente pautado, o Brasil ofereceu almoço para seu parceiro comercial, China, figura em primeiro lugar nas exportações brasileiras, respondendo por 27,8% das nossas exportações e 20% das importações que fazemos, neste ano de 2019, até agora temos um superávit de US$21.5 bilhões, portanto, números expressivos para nossa balança comercial.

A proposta dos dois Países, Brasil e China, de formarem uma área de livre-comércio, do lado brasileiro o assunto é negociado pelo Ministro da Economia Paulo Guedes, apesar do seu peso político nas negociações, não podemos esperar um final positivo de imediato, temos muitas questões em foco.

Em primeiro lugar temos acordo no Mercosul que serve de redutor comercial, pois País membro da organização (Mercosul) é impedido de fazer tratativas comerciais individualmente com outros Países que não sejam membros da organização.

Claro que não é nenhuma cláusula pétrea da Constituição, entretanto, trata-se de um vetor colocado para segurar qualquer crescimento comercial para o mercado externo que não seja acordado pelos demais membros, não farei questão de juízo por não ter lido todo teor do documento concernente ao objetivo firmado.

Mais ainda, há o risco de servos invadidos por mercadorias chineses, principalmente produtos produzidos nos navios indústrias, com baixo custo de mão de obra e frete inexistente, é um alerta dado pelos comerciantes e industriais do Brasil, ademais, outros acordos estão sendo firmados além da China, há interesse do Brasil abrir suas fronteiras comerciais com vários e países, congregados ou não, inclusive está pleiteando fechamento de negócios com o mercado com a União Europeia, ainda, desde julho o Brasil vem negociando, oficialmente, para fechamento comercial com os EUA.

A teoria do livre-comercio é salutar, trata-se de um fundamento do marketing – não devemos ficar restrito a poucos clientes, ou blocos de consumidores, quando acontece rompimento nas negociações há o risco de perder parcela importante do faturamento, se há fatiamento de mercado, quando se perde um cliente, trata-se um elo da corrente, portanto, pequena parcela, factível de recuperação mais rápida.

O Brasil precisa sair da concentração das exportações para a China, sendo 34% de soja triturada, 21% óleos brutos de petróleo e 21% de minério de ferro, ou seja, basicamente commodities, temos uma rica linha de manufaturados que pode fazer parte de um pacote de negociações, implementando maior valor agregado. É preciso valorizar nossa mão de obra.

Para os demais países temos uma vasta linha de produtos, certamente Índia, África do Sul e Rússia também podem comprar muito mais do nosso país, tudo vai ser questão de apresentar os produtos na hora certa, enfatizando o custo e benefício, além da qualidade deles.

Outro fator determinante nessa hora é o cumprimento dos prazos de entrega, esse último fator é determinante para fidelizar qualquer cliente. Esse assunto terá continuidade no próximo texto, pois, as negociações continuam em andamento e temos outros assuntos internos que devem tomar nossa atenção.


Genival Torres Dantas

Poeta e Escritor

genivaldantasrp@gmail.com

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