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  • Foto do escritorGenival Dantas

Os rostos são os mesmos com traços da velha politicagem






O fato sem politicagem 03/11/2022



Concluída as eleições, resultados reconhecidos pelos eleitos e os próprios perdedores, claro que reclamações fazem parte do ritual, em parceria com o choro dos viúvos e viúvas sufocados pela má sorte, sempre uma repetição dos mesmos discursos eivados de ódios e preocupações com as promessas feitas e o grau de dificuldade em realiza-las tornar o ar mais pesado que o normal para os que agora sabem que a cobrança virá juntamente com as posses.



Engraçada é que muda só a cor das bandeiras, a ladainha tem ideologia, palavras mal empregadas, mas de tonicidade coloquial, entretanto o que mais impressiona é a familiaridade dos rodos dos principais personagens e seus respectivos coadjuvantes, a impressão que fica é a renovação sempre distante, algumas peças intercaladas em tabuleiros diferente, em demonstração clara que a fidelidade partidária é coisa que não se mede e nem se preza.



As eleições deste ano de 2022 foi atípica, com a participação do ex-presidente Lula, vencedor maior das disputas, teve situações constrangedoras, gente que o julgou como verdadeiro crápula da República teve que retirar todos os adjetivos desqualificativos e integrá-lo a uma nova conduta social, tendo que retificar seu pensamento anterior, em comportamento nada republicano nem digno para quem precisa da opinião pública para continuar seu trabalho na política.



Enquanto muita gente foi às ruas protestarem contra a derrota dos seus candidatos, numa demonstração de pura ignorância política, vi com tristeza o presidente Bolsonaro correndo em busca de seus inimigos políticos, tipo ministros do STF e TSE, procurando se justificar dos seus ataques aos órgãos de controles, muitas vezes com razão, outras não, até mesmo o vice-presidente eleito, Geraldo Alkmin foi procurado por ele, talvez justificando seu longo silêncio.



A verdade doe em todos, há quem diga que até o chefe da Casa Civil, Ciro Nogueira, ficou se derretendo para o trio da transição, Alkmin, Mercadante e a presidente do PT, Gleisi, sinceramente, acredito muito mais numa forma de política da boa vizinhança que qualquer outro objetivo nesse início de transição, mas é de se concordar que o Poder muda qualquer cabeça e conceito, principalmente na política.


Já tem líder religioso, evangélico, pedindo para que seus seguidores perdoem o presidente eleito, Lula, esse mesmo líder foi apoiador do candidato derrotado, Bolsonaro, essa é uma demonstração clara que rei morto, rei posto, em política o verbo é sempre conjugado no presente, nessa hora o passado são águas que não movem moinhos e futuro representa conjecturas que podem nem acontecer, por isso não acredito na jura eterna vinda de políticos.


Há manifestações dentro do Congresso nacional para que as promessas do Lula sejam levadas em consideração e para que ele possa cumpri-las se faz necessário o estouro do orçamento, isso é um assunto para o super Centrão que vem conversando miudamente com os emissários do Lula, sem dúvida essa será uma tarefa fácil de ser resolvida, mais ainda, fica no foco o União Brasil e o MDB, que junto com o Centrão dará sustentação ao novo governo.


Fala-se que o Bolsonaro vai ficar como líder da oposição, lamento decepcioná-los, Bolsonaro não tem perfil de um líder nato, ele é muito mais um desagregador, não tem empatia para manter um grupo unido por um período de 4 anos, até a próxima eleição para presidente da República, como ele tem características de uma pessoa anarquista, certamente ele vai delegar essa tarefa a um outro camarada seu, ficando na retaguarda. Vamos esperar, mas isso é um fato.





Genival Dantas

Poeta, Escritor e Jornalista













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