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  • Foto do escritorGenival Dantas

Os governos brasileiros parecem mais falésias







O Fato Sem Politicagem 29/11/2021


Não adianta o clamor da população pedindo clemência pela dura fase que estávamos passando, desde fevereiro de 2020, com o advento da pandemia do novo Coronavírus e suas ondas cada vez mais severas, o governo federal e os subnacionais (Estados e Municípios) respaldados na interpretação do STF vão continuar achando que a presença ou não do Coronavírus é uma questão de canetada e não de evidências científicas.



A nova onda denominada de Ômicron vem se apresentando nos continentes (Ásia, Europa, América, África, além da Oceania) se fazendo presente na África do Sul, Reino Unido, Alemanha, Itália, Dinamarca, Botsuana, Bélgica, Bélgica, Austrália, Israel e Canadá, cuja distribuição geográfica vem se constituindo em verdadeiro pesadelo para a maioria da população desses lugares, que vêm sofrendo com essa calamidade.



Com todas essas evidências do novo surto e a preocupação generalizada dos seus respectivos governos, nem mesmo assim o Governo Jair Bolsonaro se sensibilizou com a situação, mesmo com o pedido da ANVISA para que fechássemos nossas fronteiras aéreas e terrestres para, principalmente, passageiros vindos de alguns países da África, mesmo assim, foi preciso a interveniência da Casa Civil no assunto.



Logo após a casa civil e alguns políticos mais diretamente ligados ao presidente da República, que Bolsonaro reconheceu que havia necessidade de segurarmos algumas entradas no país de passageiros e de países já identificados com a nova onda do Vírus. Isso só demonstra que Bolsonaro arredio às evidências científicas, se portando inabalável, tal qual uma falésia, mesmo com ação do mar de abrasão marinha.



Agora não é apenas o comportamento do Bolsonaro que tem que ser questionado, depois de tantas perdas irreparáveis de vidas humanas, tantos prejuízos causados pelos isolamentos impostos, necessários ou não, depois do controle parcial do Vírus, muito mais pela presença da distribuição das vacinas e o próprio comportamento da população, temos a extrema necessidade de continuarmos com nossos controles internos.



Objetivamente escrevendo, algumas autoridades, de âmbitos Estaduais e Municipais, não estão dentro das suas melhores formas psíquicas, vamos combinar, liberar, nesse momento ainda de muita tensão, a população para transitarem sem uso de máscaras, abrindo espaços públicos para reuniões, festas e confraternizações, é no mínimo querer desafiar o bom-senso e a voracidade da malignidade do Vírus ainda desconhecido.




O pior dessa dissonância é a vinda do final do ano com todas as prerrogativas favoráveis ao Coronavírus, extensivo ao carnaval, logo a seguir, em fevereiro, que certamente virá de mala e cuia travestido de foliões e turistas, de todos os Continentes, podendo deixar um rastro de tragédia anunciada e ignorada pelas autoridades competentes que só enxergam as ações imediatistas, sem avaliar as consequências futuras.



É preciso que essas autoridades reconheçam a gravidade do momento, ainda não é tempo para sonhar, vamos ficar acordados e atentos, retroceder em uma iniciativa, nesse caso, é o momento certo, vamos ser precavidos, isso só virá beneficiar a todos nós, vamos revogar essas determinações, suspendendo as possibilidades de liberdade total, vamos mostrar nosso amor ao próximo, mesmo aqueles que não se amam.



Genival Dantas

Poeta, Escritor e Jornalista











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