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  • Foto do escritorGenival Dantas

Os discursos sem objetividades fazem de candidatos energúmenos











O fato sem politicagem 01/09/2022



Sou de uma época em que os candidatos aos Executivos, tanto Federal como Estaduais, tinham seus escalados para no decorrer dos discursos apresentarem suas joias raras, em termos de oradores. Foram tantos os oradores que se destacavam e a maioria deles, normalmente, eram advogados e apadrinhados para o Legislativo, lá eles se transformam em verdadeiros defensores dos seus Estados, principalmente se fossem conduzido ao Senado Federal, pelas suas prerrogativas.


Como nasci no nordeste brasileiro, Paraíba, para nós a política é um assunto nato e o calor das disputas eleitorais transcende as urnas e vira motivo de paixão cujas discussões familiares entravam pela madrugada, quando não iam avançando no tempo, muitas vezes deixando arestas nas relações familiares para serem acertadas nos próximos pleitos. Voltando ao centro das discussões devemos nos remeter ao grande diferencial que há no antigo e novo modelo de convencimento do eleitor.


No passando, nem tão distante (final dos anos 1950 e início dos anos 1960) além dos famosos palanques, normalmente armados nas praças públicas, com ajuda de tambores, de 200 litros e madeiras, em outras situações improvisadas nas carrocerias de caminhões e alto-falantes, espalhados pelos postes de iluminação, e ou em prédios públicos, normalmente cedidos pela administração municipal, sem seleção de Partidos políticos, todos tinham o mesmo direito.


A comunicação muitas vezes era direta com o eleitor, quase sempre em visitas às residências, comumente, em cidades menores, todos se conheciam, nessa hora as transmissões dos projetos, e dos respectivos candidatos eram feitas pelos seus apoiadores locais, não havia o hoje famoso cabo eleitoral. A rádio tinha sua importância para as comunidades pelo seu alcance, ainda não tínhamos a imagem da televisão nos mais diversos rincões brasileiros, era uma coisa rara.




As propostas eram muitas, o Brasil era muito carente, pior que hoje, a nossa infraestrutura era sofrível, grande parte das estradas não eram asfaltadas, sistema de iluminação pública, água e esgoto só tinham aqueles municípios mais ricos em termos de produção, concentrada no comercio e agricultura (O termo agronegócio é dos novos tempos). A movimentação interna, de mercadorias, era feita na atração humana, e ou animal, com carros de madeiras ou carroças adaptadas.


As nossas necessidades eram outras, a criança tinha a necessidade de uma escola primária, ginasial e científico (Jardim da Infância, ensino fundamental e ensino médio). Preferencialmente se a escola fosse Municipal e Estadual, a Federal ficava praticamente restrita aos grandes centros; não se esquecendo da merenda escolar que entrava como um aditivo fundamental e prioritário, para atender a população carente de crianças que viviam à margem da pobreza total.


Dessa forma o Estado brasileiro foi se formando, com todas suas necessidades, mas com paciência, trabalho e perseverança. Afirmar que não existia a corrupção é uma mentira deslavada, acredito que a corrupção brasileira veio na bagagem das Naus: Santa Maria, Pinta e Nina; ampliada com o governo Vargas e degringolada depois de 1985, fase mais triste para a nossa Democracia, com ação direta dos socialistas falsos a serviço do Comunismo, democratas que faliram como políticos.


Vendo o discurso maroto dos proponentes aos cargos públicos, nessa eleição, a maioria sem um sentido reto e sem objetividade, como palavras ao vento, com uma carga de ódio superior ao seu desejo de trabalho nos sentimos envergonhados de fazermos parte de geração de figuras atrozes. Pelo tempo que urge não acredito mais que possa sair da escuridão algum brasileiro com o espírito de Dom Pedro ll, e ou Juscelino Kubitschek, a tempo de salvar nossa Nação. Isso é um fato.




Genival Dantas

Poeta, Escritor e Jornalista













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