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  • Foto do escritorGenival Dantas

O SUS sem reajustes joga hospitais filantrópicos em coma






O fato sem politicagem 27/08/2022



Dentre todos os problemas que nos faz de vítimas dos políticos de comportamentos mesquinhos, aqueles que procuram se preocupar, em primeiro lugar, com o seu lado pessoal em detrimento aos conflitos sociais, portanto coletivo, podemos enumerar os da saúde pública como um dos mais relevantes e que espera uma atenção especial pelos postulantes a cargos públicos nesse momento em que muitas promessas são feitas e poucos projetos, efetivamente apresentados.


É bom salientar a defasagem existente entre os custos de procedimentos e internações médicas nos hospitais filantrópicos e Santas Casas de beneficência, na ordem de 60%, e o que realmente é pago pelo SUS a esses hospitais, principalmente as Santas Casas sobrevivem basicamente do atendimento aos governos, seja ele Municipal, Estadual ou Federal.


Nesse momento em que o governo Bolsonaro anuncia, estabelece um piso salarial para as três categorias de enfermeiros (técnicos de enfermagem, auxiliar e parteiras) o desespero toma conto da rede hospitalar que trabalha basicamente em função do SUS. Confederações, Federações e Associações desse setor já anunciam mais elevação de custos e consequentes demissões.


Urge que o setor governamental atente para esse setor fundamental no apoio da população menos favorecia que depende desse tipo de assistência, considerando que os hospitais próprios do governo são poucos e mal distribuídos, concentrando-se nos grandes centros. O prejuízo par a população inclui ainda a redução de leitos dos filantrópicos para o atendimento aos governos.


Caso não ocorra um atendimento emergencial e de última hora aos filantrópicos já há uma previsão de desativação correspondente a 20 mil leitos que hoje estão disponíveis para o SUS. É importante frisar, desde finas dos anos 1970, fiz o curso de atualização em Administração Hospitalar, desde aquela época a situação entre o SUS e os conveniados já era de indisposição, por absoluta reclamação de reajustes incompatíveis com os custos reais dos seus hospitais.


Tenho ouvido promessas de acabarem com a fome que envolve a população nacional, os números são assustadores, aqueles que vivem na carência de pelo menos uma refeição diária sem alguma dificuldade já supera o número de 30 milhões de brasileiros. Isso representa quase 15% da população brasileira e outros 70 milhões com alguma dificuldade de sobrevivência, São Paulo vem trabalhando o projeto “Prato Bom” e divulga a ampliação de atendimento, o que é louvável.


Na educação não vejo nenhum movimento no sentido de melhor o atendimento ao ensino básico e fundamental, depois dessa perversa fase que atravessamos depois da pandemia Sanitária, é preciso que ocorra uma força tarefa para implantação já no próximo ano, com determinação firme, no sentido de recuperar essa fase praticamente perdida e com efeito positivo para o futuro do estudante, alcançando seu futuro na Universidade, se assim ele alcançar.


Essas três pilastras fazem parte do alicerce da vida, desde sua infância e elas precisam ser revistas com consciência e fundamentos sociais, não esquecendo os assuntos que giram no entorno desse enfoque principal, que é a segurança do aluno e sua família, transporte ideal, moradia com dignidade, além é evidente, do saneamento básico, restaurando as estruturas feitas no passado e projetando, com execução bem próxima para atendimento ao maior grupo possível.


Essas projeções deviam ser estabelecidas dentro de um projeto de governo, não estamos vendo isso nem mesmo serem comentados, nas entrevistas dadas ao Jornal Nacional da Rede Globo, Bolsonaro e Lula, os dois postulantes ao Executivo de maior cargo, o tratamento foi bem claro, Lula contando com a simpatia dos entrevistadores e Bolsonaro sendo tratado como uma figura comum, ficando o Siro Gomes e a Simone Tebet, como figuras de retórica. Isso é um fato.



Genival Dantas

Poeta, Escritor e Jornalista













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