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  • Foto do escritorGenival Dantas

O que esperar de nossa fé e esperança em um país de poucas graças (12/10/2020)





O Fato Sem Politicagem 12/10/2020

Ocorridos em datas anos diferentes o fato é que hoje 12 de outubro comemoramos Nossa Senhora Aparecida e aqueles que representam a esperança não só do Brasil, mas do planeta terra, a criança e todo seu esplendor e inocência. É inquestionável que as duas causas são dignas de homenagens e registros não só pela importância delas dentro da família brasileira e a religiosidade dos católicos crédulos e devotos nos seus representantes.

Nossa senhora nasceu de uma história de pescador, cuja versão mais difundida consta que em 17 de outubro do ano de 1717 pescadores de Porto de Itaguaçu, Guaratinguetá/SP, tiveram a incumbência de pescarem uma quantidade de peixes suficientes para um banquete que seria oferecido ao governador da capitania, o homenageado era Dom Pedro Miguel de Almeida, Conde de Assumar.

Certifica-se que as pescaria não estava rendendo absolutamente nada, a maioria dos pescadores desistiram dos seus intentos ficando apenas três resilientes e devotos as suas causas, resistiram ao desejo de com os demais retornarem e se mantiveram nos seus postos de trabalho. Para surpresa desses persistentes, um deles tirou do rio o tronco de uma imagem da Virgem Maria, na sequência outro retirou das águas a cabeça enrola nas suas redes.

De repente não mais que de repente, como disse o poeta, os três se lançaram ao trabalho e o resultado é que os peixes apareceram de forma abundante, por conseguinte seus barcos se encheram de peixes e a encomenda foi definitivamente realizada. Esse fato começou a tomar conta da história religiosa e popular por entre as comodidades ribeirinhas e seus entornos, quando menos se esperava já era uma notícia espalhada por todo o território nacional e por consequência até no exterior.

Depois vieram as histórias de milagres e hoje Nossa Senhora Aparecida é um patrimônio religioso do povo brasileiro, tanto é que ela passou a ser a padroeira do Brasil e nossa mentora nas nossas horas de súplicas e necessidades de amparo espiritual, muitas vezes a pessoa nem mesmo é católica, entretanto por força da sua autoridade religiosa ela recorre ao seu socorro espiritual.

A outra figura homenageada nessa data é a da criança, criança essa que muitas vezes ainda mora dentro do adulto que, por circunstâncias muitas vezes alheias à sua vontade, teve sua infância interrompida e ou até mesmo perdida, mas que merece todo nosso respeito e consideração. Consta nos anais da história que a UNICEF (Fundo das Nações Unidas para a Infância) marcou a data de 20 de novembro para lembrar o dia das crianças, isso ocorreu no ano de 1959 e era oficializada a Declaração dos Direitos da Criança.

Como tudo no Brasil tende a ser diferente do resto do mundo, em 1923 a cidade do Rio de Janeiro, então Capital Federal, foi sede do 3° Congresso Sul-Americano da Criança e em 1924, o Deputado Federal Galdino do Valle Filho, pelo decreto n° 4867, oficializa o dia 12 de outubro oficialmente, como a data para comemorar o Dia das Crianças. Com essa criação ficou estabelecido alguns direitos para todas as crianças do Brasil, já era para o mundo, com algumas práticas de proteção as crianças, como alimentação, amor e educação.

Com a Constituição de 1988 esses direitos foram estendidos e incluídos neles a segurança, a moradia e a saúde. Mesmo sendo direitos fundamentais essa classe muitas vezes desamparada pela família é relegada a um segundo plano pelos governos e seus direitos são totalmente desrespeitados, dessa forma, sem apoio da família e sem a necessária ajuda oficial ela se torna presa fácil do mundo marginal, sendo normalmente adotada para serviços auxiliares ao tráfico e seus tentáculos dentro do submundo.

Para piorar a situação das crianças que vivem em situação de desajustes familiar e social, elas fazem parte de uma geração que vem de uma forma avassaladora destruindo o planeta terra em todas as suas vertentes, inclusive a própria raça humana está por ela mesma senda devassada, numa operação de extirpação do seio da família e jogada desde cedo ao mundo da desventura e dos descaminhos.

Nesse momento de entrelaçamento das pandemias dilacerantes, com o conflito do Coronavírus e o comportamento catastrófico da maioria dos políticos brasileiros e suas descomposturas morais, ficou mais exposto à situação de desgraça em que se encontra a criança desamparada. Se nós adultos não mudarmos o foco das nossas atitudes com relação aos nossos jovens, da criança até o adolescente, com uma política assistencial decente, eficiente e eficaz, cercando de cuidados essenciais teremos uma nova geração mais desequilibrada do que teve e tem os nossos filhos.

Ainda não é tarde, vamos aproveitar essa data de isolamento social, façamos, pois, uma profunda reflexão e reverter esse quadro deplorável, nos voltarmos para a base da sociedade que é a criança e o jovem adolescente, oferecer uma educação de orientação e respeito, suprindo suas necessidades mais básicas, quem sabe numa nova oportunidade nossos netos e bisnetos não estejam escrevendo coisas mais positivas e menos degradantes para o Ser humano. Tudo é uma questão de querer, agir e persistir, desistir jamais, perecer nunca. Não basta de fé e esperança é preciso ir à luta com todas as forças e propósitos determinados. Feliz 12 de outubro.


Genival Dantas

Poeta, Escritor e Jornalista



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