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  • Foto do escritorGenival Dantas

O Judiciário brasileiro pode ser entendido como polissemia






O fato sem politicagem 27/11/2022


O período do governo Bolsonaro teve algumas situações que vão ficar marcadas na nossa memória e certamente farão parte dos livros da nossa história, ensinada por muito tempo, como também ficará gravada nos mesmos livros a saga do operário semianalfabeto, como ele sempre gosta de frisar, pelo menos na nossa República ele teve o mérito de ser eleito por 03 mandatos, pelo voto direto e ter contribuído coma a eleição de uma mulher por dois períodos.



Foi no período do governo Bolsonaro que ele fez peripécias inimagináveis, tal qual condenar uma corrente de políticos praticantes do toma lá dá cá e para se manter no cargo foi obrigado a engolir o choro e aceitar fazer parceria com o grupo do Centrão, formado por vários congressistas de vários partidos políticos, sem nenhuma afinidade ideológica, e ou seguidores de freios e contra pesos nas ponderações das suas avaliações políticas e legais.



Bolsonaro foi eficiente na construção de inimigos políticos, ele não poupou nenhum aliado, nem mesmo os considerados de peso, tendo feito um dos seus aliados, o ex-juiz, Sérgio Moro, seu auxiliar direto, como ministro da Justiça, transformando-o em desafeto, vindo ao seu grupo de aliados somente nos últimos momentos das últimas eleições. Até mesmo na ala militar ele fez de alguns aliados de plantão como inimigos, tornando, dessa fora, um setor dividido.



Outro detalhe importante foi ele ter conseguido, “com o seu conceito de baixo clero, como era conhecido no Câmara Federal, pela sua inoperância”, ter eliminado o PT em 2018 e pela sua incompetente administração na presidência, proporcionou o retorno do próprio PT, ao Governo Central com o ressurgir das cinzas, do Lula da Silva, como um Fênix. Por isso, posso afirmar que o Jair Bolsonaro, pelo seu ineditismo se fará lembrado por muito tempo!



Mas, foi no Judiciário que sua marca vai ficar mais evidenciada. Nunca, em tempo algum o Judiciário afrontou tanto os demais Poderes, talvez a presença do ministro Alexandre de Morais, pela sua vaidade e presunção ele tenha arriscado tanto em mexer com tanta insistência na autonomia dos Poderes, levando os demais Poderes a se apequenarem, até o gesto mais humilhante de se ajoelhar, como ele assim o fez: isso tem um nome, desqualificação.




De um momento para outro os ministros do STF se tornaram polícia, promotoria pública, investigadores, mantiveram o cargo de juízes e ao mesmo tempo réus. Uma verdadeira chicana aos olhos dos doutores na matéria. Claro que o STF tem seus apoiadores políticos, mas juridicamente há contestações de inúmeros professores que são insofismáveis. Seria interessante que houvesse uma discussão pública entre os entendidos para que esse assunto fosse efetivamente clareado. Isso é mais que um fato, é uma necessidade jurídica e política.




De um momento para outro os ministros do STF se tornaram polícia, promotoria pública, investigadores, mantiveram o cargo de juízes e ao mesmo tempo réus. Uma verdadeira chicana aos olhos dos doutores na matéria. Claro que o STF tem seus apoiadores políticos, mas juridicamente há contestações de inúmeros professores que são insofismáveis. Seria interessante que houvesse uma discussão pública entre os entendidos para que esse assunto fosse efetivamente clareado. Isso é mais que um fato, é uma necessidade jurídica e política.





Genival Dantas

Poeta, Escritor e Jornalista













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