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  • Foto do escritorGenival Dantas

O Congresso Nacional Será Nossa Caixa de Pandora?(02/02/2021)



O Fato Sem Politicagem 02/02/2021


A mitologia tem nos levado a fazer muitas reflexões quando fazemos transposições de ideias do nosso tempo ao longínquo mundo dos mitos e lendas frutos da imaginação humana e criada para que o se sinta superior aos outros animais e de inteligência mais aguçada. Partindo dessa premissa, imaginar que o Congresso Nacional em estágio latente de dormência moral, pelo menos boa parte dos seus integrantes se sentem nesse ponto de interrogação construído pelos eleitores mais conscientes, sempre será uma forma de ponderar o resultado da realidade cognitiva.


Não é demasiado pensar que o Congresso brasileiro seja uma atual caixa de Pandora com toda sua maledicência e poucas esperanças, até mesmo no seu entorno há os falsos mitos e lendas reais, não tiradas das nossas selvas amazônicas, mas rebuscadas do imperioso e malévolo mundo político que tanto mal tem nos feito. Epimeteu e Prometeu estão bem representados nesse mundo da imaginação, pelo Jair Bolsonaro e seu confrade Paulo Guedes, irmãos siameses mesmo pensando em rotas diferentes, passado e futuro, Epimeteu e Prometeu, respectivamente, estão mais para lendas que para mitos.


É chegado o momento de sairmos do imaginário e cairmos na realidade nua e crua do nosso país. Não resta dúvida que a vitória dos atuais presidentes da Câmara Federal e do Senado, foi retumbante, sem margem de dúvidas, deputado Artur Lira (PP/AL) e do senador Rodrigo Pacheco (DEM/MG) foi um grande passo ao passado, em uma demonstração clara e evidente que o presidente Jair Bolsonaro é osso duro de roer quando o assunto é malabarismo político em aliança com o que há de mais nocivo ao país.


O grande vencedor foi Jair Bolsonaro, independente dos meios percorridos para se alcançar seu intento, a grande derrota é do deputado Rodrigo Maia (DEM/RJ), ex-presidente da Câmara e ardoroso combatente do Bolsonaro, além de ter perdido pelo apoio dado à Baleia Rossi (MDB/SP) se sentiu obrigado a sair do seu partido e buscar guarida em outra agremiação política que possa e se prontifique a agasalha-lo no seu ventre, ele, hoje, é um órfão político de pai e mãe. Não podemos dizer que lhe foi dada todas as possibilidades de vitória, desde que sua fidelidade não fosse extemporânea.


Rodrigo Maia nunca ofereceu segurança aos seus aliados enquanto se manteve no cargo de presidente da Câmara, preferindo usá-lo como moeda de troca nos mais delicados momentos, mantendo Bolsonaro como seu mais fiel perseguido político. Ao contrário do David Alcolumbre, soube agradar aos gregos e troianos, chegou até o final do seu mandato mantendo boa parte dos membros do STF, sob o cabresto, denominado de impeachment dos ministros, ao mesmo tempo se fez aliado do Executivo, tirando proveito dessa sanha de fazer seu sucessor e assim o fez.


Nessa balança do perde e ganha não podemos esquecer-nos de uma situação triste para o quadro político, a senadora Simone Nassar Tebet (MDB/MS) foi a grande vitoriosa na derrota, rifada pelos seus colegas de partido, MDB, não desanimou, levantou a cabeça e foi à luta, mesmo sabendo das suas parcas possibilidades se manteve com muita dignidade, fato que muitos políticos deviam copiá-la, pela sua determinação e caráter.


O MDB, mesmo tendo apoiado o candidato vencedor no senado foi a nota mais bisonha da eleição, o partido que já o símbolo da Democracia brasileira, época do saudoso Ulisses Guimarães, assume definitivamente como um partido de aluguel , numa demonstração clara e evidente que ele não sairá do entorno do Poder e avaro aos cargos públicos.


Passada as eleições, mesas constituídas, até que o STF não intervenha por conta de ação do canhestro PDT, ou qualquer atitude virulenta de qualquer outro partido de esquerda, se espera que o estoque de desculpas do Executivo tenha acabado que ele tenha alguma iniciativa e depois de dois anos de inércia, inabilidade, inaptidão, incoerência, ineficácia e coisa que o valha, definitivamente, se apresente como um administrador, mesmo que seja de meias-patacas. Bolsonaro e seu intendente direto, Paulo Guedes, precisam mostrar porque vieram.


É preciso que as mudanças comecem, as travas do Congresso foram tiradas; ventos favoráveis, sangue novo no comando das Casas do Legislativo, imagina-se que não teremos mais motivos para continuarmos no marasmo dos últimos dois anos. Algumas peças do tabuleiro do jogo de damas do Bolsonaro, alguns ministros que certamente sairão não farão falta em qualquer governo, seguiremos empunhando o andor da lenda descomunal até que ela seja desalojada onde se encontra abitolado.


Genival Dantas

Poeta, Escritor e Jornalista








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