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  • Foto do escritorGenival Dantas

O Brasil que queremos não é o mesmo que temos

Atualizado: 10 de dez. de 2022





O fato sem politicagem 07/12/2022



Enquanto estou escrevendo esse texto a mídia me informa que Pedro Castillo, presidente do Peru, foi exonerado do cargo, nesta quarta-feira (07/12/2022) o processo de impeachment, foi de 1001 votos favoráveis, 6 contra e 10 abstenções, a necessidade mínima era de 87 votos positivos. O Presidente afastado tentou, momentos antes, dissolver o Congresso o que foi rechaçado e contra golpeado; maiores detalhes no meu próximo texto.



O que de fato venho colocar aos amigos leitores é que estive lendo em um encarte do Jornal O Estado de São Paulo, desta data, com o tema “A Retomada Da Indústria”, com posições objetivas do SESI, SENAI e CNI, nos dando um quadro da real situação da nossa indústria no mercado brasileiro, suas necessidades para sairmos dessa situação de desindustrialização, dentro de uma posição humilhante quando temos, hoje, a participação de apenas 20% do nosso PIB.



Os responsáveis pela matéria rica em conteúdo passaram suas lições elucidando características que possam inflar a nossa economia com o incremento, também da indústria, e principalmente por ela oferecer melhor que outros setores da economia, é o caso comparativo com o Agropecuária, enquanto cada R$ 1, produzido pela indústria, gera R$ 2,43, na economia nacional, enquanto o mesmo R$ 1 na Agropecuária o retorno é de R$ 1 na Agropecuária o retorno é de R$1,75.



É claro que a indústria robusta que nós queremos passa por uma série de dissonantes geradas por um Custo Brasil que independe muitas vezes do próprio industrial e os órgãos aqui citados, em apoio a esse setor da economia nacional. No ano próximo passado a indústria participando do PUB com 22,2%, teve R$ 33,6 bilhões com renúncia tributária, enquanto a Agropecuária teve R$51,6 bilhões com a participação de apenas 8% do PIB.




Deve haver outros fatores determinantes para que determinados setores da economia tenham seus privilégios que não são vistos a olho nu. A receita efetiva para o crescimento depende, e muito, do apoio logístico e financeiro proporcionado pelo governo federal. O Custo Brasil não se refere apenas ao transporte de cargas, com envolvimento do transporte fluvial, terrestre e ferroviário, até da cabotagem, fazendo o fluxo de cargas mais velozes.



Ademais, o custo do dinheiro, para financiar a própria indústria e seu capital de giro, necessariamente deve ser barato, menos poluente de estradas compatíveis com a necessidade, impactando diretamente com os resultados favoráveis com a estrutura basicamente tocada pela iniciativa privada, ficando ao governo sua participação no apoio ao setor. Não sei se o novo governo terá capacidade de se aliar ao capital privado se ele é um intervencionista nato.



Os caminhos são tantos para a retomada da indústria nacional que requer pratica e habilidade dos seus propositores. Partindo da melhoria do ambiente de negócios e segurança jurídica, passa pela tributação, além dos financiamentos e garantias, precisa aprovar o Novo Marco de Garantias (PL 4.188/2021) encontra-se no Congresso; outra dica que foi dada, aprovar, também, o (PL414/2021) referente a INFRAESTRUTURA E LOGÍSTICA.


Há outras vertentes interessantes, nem menos importantes, é o caso do meio ambiente e a economia de baixo carbono, não esquecendo das relações trabalhistas, a preferência real nas compras pelo governo no mercado interno, a inovação ciência e tecnologia (IC&T) é fundamental, com a inovação com o desenvolvimento e capacitação dos recursos humanos, com apoio determinante na cultura e educação. Isso é um fato a ser considerado.







Genival Dantas

Poeta, Escritor e Jornalista




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