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  • Foto do escritorGenival Dantas

O Brasil que a UE deseja é o Brasil dos sonhos dos brasileiros























Novo governo velhas práticas 15/06/2023




O não tenho a menor dúvida que o desejo da comunidade da União Europeia é sem dúvida o sonho de consumo do brasileiro sério e honesto, sem tirar ou acrescentar uma só vírgula, isso dito, com relação ao modismo do momento que é a fonte energética limpa e vinda do hidrogênio verde (H2V), obtida com energia renovável e não poluente, para utilização em diversos setores do consumo industrial, para o mercado nacional e internacional.


Porém, há uma distância muito grande entre o discurso e a prática, enquanto a velha Europa se contorce quando fala em preservação das matas da Amazônia Azul (Floresta no Amazonas) quando viu seu projeto de conservação das suas matas serem consumidas pela avareza dos próprios europeus, querem investir no nosso projeto para que nossas matas fiquem intactas, sem a contaminação pelo CO2, e possamos ser o grande produtor de H2V.


Tudo tem seu preço, uns justos outros não, as ONGs que operam no Brasil, cujo objetivo é a manutenção da própria Amazônia, vêm trabalhando, principalmente com financiamento de governos europeus, cujo controle foge a quem deveria ficar atento a esse assunto, agora correm em busca dessa sustentação, com dinheiro renovado, desde que algumas políticas sejam por eles empreendidos, tipo acordos unilaterais, cujas exigências farão após o nosso de acordo.


Há um ditado popular que diz: “esmola grande cego desconfia”, isso é uma verdade, não é de hoje que a nossa Amazônia é explorada por invasores que disfarçados de bons samaritanos, entram e saem de locais, muitas vezes por nós desconhecidos, mas de absoluto conhecimento desses estranhos ao nosso meio; nesse momento de crise energética e planetária, a possibilidade de se obter uma fonte alternativa de energia renovável é bastante cobiçada.


Devo informar aos caros leitores que minha origem foi no Rádio e na área farmacêutica, começando por um serviço de alto-falantes, e paralelamente ajudante de farmácia, por uma questão geográfica, interior da Paraíba, e sobrevivência humana, largo a Rádio e fui em busca de minha sustentação física naquela área que me oferecia mais possibilidades, isso já com meus 16 anos, pois iniciei meus trabalhos profissionais aos 13.


Já na Capital de Pernambuco e com 16 anos vesti meu primeiro terno para fazer propaganda médica, sempre fui uma pessoa precoce, tanto é que com 17 anos já convivia com o ambiente universitário e ganhara meu primeiro prêmio de propagandista do ano no laboratório que trabalhara. Fiz um hiato no ramo farmacêutico e entrei no ramo de gases atmosféricos, quando entre outros gases industriais e medicinais tomei conhecimento, técnico, do Hidrogênio (H2).


Foram 15 anos nesse mercado, mesmo atuando na área de marketing, vendas e administração, as informações obtidas era de um produto (H2) de pouco consumo comparativamente a outros produtos da produção em larga escala, tipo, Argônio, Nitrogênio e o próprio Oxigênio, todos eles de produção com usinas e suas obtenções por colunas retráteis e alta compressão, sua obtenção era da própria atmosfera, portanto seu custo de produção era a energia elétrica e mão de obra.


Claro que estou dando uma informação simplória, o sistema requer explanações mais profundas, apenas para informar que a quantidade de gases nobres consta apenas em 1% do total de gases, o restante é composto de Argônio, Oxigênio e Nitrogênio, todos sabemos disso. A obtenção de Hidrogênio é tão mínima que o processo mais próximo seria, na época, da eletrólise, separação do O2 do H2 e como meio a eletricidade, sistema embrionário para escala industrial e caro.


Hoje temos outras fórmulas alternativas, inclusive usando fonte de energia não renovável, tipo fósseis, de custo accessível, no entorno de US$ 1.4 dólar por Kg do produto armazenado, conhecido como Hidrogênio Azul (H2A), esse sistema foge totalmente ao que prega para produção em escala industrial e se tenha um produto sustentável do ponto de vista ecológico, é exatamente por isso que estão investindo nessa nova fonte alternativa que é o H2V.


O problema é o custo de produção dessa nova matéria prima, as fórmulas atuais giram em torno de US$ 5 até US$ 7 dólar por Kg do H2V, isso implica seriamente na viabilidade técnica, na hora do seu consumo no mercado. Esse custo vai ter que minorado, nem que para tanto o governo tenha que viabilizá-lo, assim como foi feito e ainda se mantém com o mercado do automóvel, de produção das montadoras, um assunto que merece uma reflexão de toda cadeia consumidora.


Outro aspecto fundamental, o transporte do Hidrogênio requer atenção especial, ele é explosivo e inflamável em certas situações. Hoje nossa malha viária não comporta esse tipo de transporte, seria necessário investimentos substanciais no sentido de viabilizar o transporte dele no estado líquido, oferecendo o produto em grande quantidade até o consumo final ou embarque em navios especiais para cargas especiais. São providências que devem ocorrer dentro de um mesmo propósito. Isso é um fato para reflexão dos brasileiros sérios.





Genival Dantas

Poeta, Escritor e Jornalista




























































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