Não há domo de ferro que evite a condenação de Jair Bolsonaro
- Genival Dantas

- 11 de set. de 2025
- 2 min de leitura



É muito triste quando tudo se transforma em saudades ou cinzas
A. Austregésilo – 11/09/2025
O ministro Luiz Fux fez a defesa de seu voto, na primeira turma do STF, em uma apresentação no entorno de 13:00 horas, acredito que tenha sido uma das mais longas da história Jurídica universal, nela ele foi criterioso, elucidativo, programático, além de educativo para os jovens neófitos iniciantes nos estudos da ordem Jurídica, mesmo até para quem quer aprender a ter compostura na defesa de suas teses.
O ministro deixou seus pares preocupados e incrédulos, tinham noção que ele não ia rezar na cartilha do ministro relator, Alexandre de Moraes, divergente que é do Fux, por esse apresentar robustez nos seus argumentos e ter uma oratória privilegiada por Deus, normalmente usada por estudiosos das suas matérias e usuário da verdade o que enobrece mais ainda seu raciocínio lógico e convincente.
Ele usou seu cabedal jurídico na sua argumentação, foi cirúrgico quando a situação exigia delicadeza e brilho no uso das palavras, chegando, inclusive a defender a nulidade da ação por cerceamento da defesa e foro mantido no STF. Nesse caso, segundo o ministro, houve um erro de origem, além das múltiplas funções do relator que era ao mesmo tempo Juiz, Promotor, Réu e delegado.
A continuar por mais tempo, o relator pediria, para quem de direito, ser o Grande Arquiteto do Universo, para que não houvesse dúvida do seu Poder universal. O simples voto contrário aos seus argumentos tirou a hegemonia do todo poderoso centralizador. Havia um desenho no ar que traduzia o final dessa história triste para a Democracia e seus seguidores, o Jari Bolsonaro seria fatalmente condenado.
No processo há outros incriminados em vários processos, o Bolsonaro tem o agravante de ter sido acusado de liderar todos eles, o cargo maior na República era dele, presidente; o desejo de condenar o Bolsonaro sempre foi enorme, principalmente por ele tentar, enquanto presidente, não cumprir as ordens daquele Poder, também independente; os detalhes os brasileiros, inteligentes, já sabem.
Genival Dantas
Poeta, Escritor e Jornalista





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