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  • Foto do escritorGenival Dantas

Nunca é tarde para recomeçar






Sentindo o cheiro da terra molhada e vendo o vento tangendo, para longe, o quase infindável mês de janeiro, muitas coisas me vieram à mente, dentre os pensamentos quase como flashes no meio da noite nos mostrando imagens rabiscadas em papel toalha, visualizava ali borrões abstratos, transformando-os em imagens quase totalmente visíveis. Mergulhado nas imensas paisagens vivenciadas por várias passagens e em diversos locais, no decorrer da minha vida pregressa, fui contabilizando erros e acertos, perdas e danos, aos poucos fui percebendo que estava, efetivamente, sendo cobrado dos resultados das andanças transloucadas e das paragens incertas.


Na clarividência e alocado na realidade pude perceber que por muito tempo eu conhecia aos outros, achava que os conhecia, e mal me conhecia, com um agravante pior, não tinha noção dos meus limites e desconhecia o limite das outras pessoas. Eis que uma luz surge, não era do abajur lilás, era a indicação visual, prerrogativa da nossa mente, a mostrar os vícios de comportamentos que vamos adquirindo no decorrer da vida, dessa forma nos vamos sentindo até superiores aos outros, numa demonstração clara da nossa incapacidade de raciocinar com isenção total, portanto, passamos a agir com parcialidade.


Inconformados com a adversidade, voltamos a nos comportar de forma absolutamente irresponsável e fatalista, imputando aos outros, ou mesmo a própria natureza, os resultados negativos e fracassos ocorridos, nunca aceitando nossos deslizes, muitas das vezes cometemos pecados grotescos e estapafúrdios mesmo porque nos consideramos superiores, e dessa forma, para nossos limites não há limitações, se não respeitamos o limite dos outros, não me compadeço com o insucesso desses, isso até me apetece.


Ultimamente tenho percebido que crescemos muito em áreas e regiões conquistadas, entretanto, não podemos esquecer que não evoluímos, absolutamente, em nada, pelo contrário retrocedemos e ainda achamos que os nossos competidores evoluíram na involução, até se transformaram em nossos inimigos, isso em diversos campos da sociedade. Estamos nos distratando como se estivéssemos na puberdade, sem a menor noção do ridículo e assim nos comportando, mas como aprender com eles se esses eram verdadeiros retrógrados, jamais vão nos entender. Que insensatez!


Meus pais e meus amigos, perdão pelo o que não aprendi e deixei de ouvi-los, sei que não temos mais tempo de discutir os razões pelas quais fui refratário aos ensinamentos básicos, sempre me comportei egoisticamente e isento de sensibilidade, por causa desse pretexto beligerante ilógico nunca sabendo conviver e respeitar os limites, muito prejuízo causei, quero apenas afirmar que, nada justifica nossos atos impudicos.

Genival Torres Dantas

Poeta e Escritor

genivaldantas.com.br

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