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  • Foto do escritorGenival Dantas

No meio da fumaça as chamas sempre aparecem(09/06/2021)


O Fato Sem Politicagem 09/06/2021


Nos últimos tempos são tantas as aleivosias e bilontras entre os Poderes constituídos que fica até difícil interpretar quem começou primeiro com esse tipo de comportamento venal. No começo do governo Bolsonaro e pela sua narrativa de campanha suponha-se um novo período cheio de posições reformistas com total ausência de negociatas junto ao Legislativo, com as primeiras derrotas no Congresso o circo foi novamente armado com a presença do bloco mais pernicioso.


Refiro-me ao desempenho e histórico do Centrão, tido e havido como um verdadeiro balcão de negócios, independente e alheio aos interesses de Estado, objetivando apenas o sucesso pessoal, o lucro individual, sem nenhuma preocupação maior com qualquer legenda partidária, ideologia política, mesmo que para se chegar ao Congresso há a necessidade constitucional de ser filiado político a qualquer oficial e inscrita no TSE.


Quanto ao Judiciário, sempre foi o guardião das nossas leis, respeitado pela sua história pregressa e seus integrantes com relevância no Judiciário Nacional. Depois da ascensão da esquerda progressista ao Poder Executivo, mesmo antes com o socialismo moreno, os novos quadros, de aquele Poder, foi se politizando e suas sentenças começaram a serem motivos de especulações por parte daqueles que entendem da área Jurídica.


Principalmente, quando o assunto é levado ao Poder Judiciário pelo Legislativo e sempre contra ao Executivo, dificilmente há uma decisão favorável ao Governo Bolsonaro. Mesmo entendendo que Bolsonaro tem feito um governo de mais erros que acertos, independente do Judiciário, particularmente, entendemos como uma provocação para desgaste do governo, junto à opinião pública, e seu descrédito com seus apoiadores políticos.


Esse fato é uma opinião pessoal, portanto não autoriza ninguém a levantar a hipótese do governo Bolsonaro começar a não mais cumprir as ordens judiciais, isso é uma temeridade, mormente quando parte do líder do governo na Câmara, deputado Ricardo Barros (Progressista/PR) só pode ser uma expressão mal colocada fora de hora, no local errado, pela pessoa ausente das suas responsabilidades políticas, ou seja, um ato falho, assim esperamos.


Na outra ponta temos o líder do governo no Senado Federal, Fernando Bezerra Coelho (PMDB/PE) sendo indiciado pela Polícia Federal (PF), por suposto recebimento de valores monetários, em propina de empreiteiras, no período de 2012/2014, quando ele foi ministro de Integração Nacional (governo Dilma Rousseff) mais ainda, seu filho, deputado Fernando Coelho Filho (DEM/PE) foi alcançado pelo mesmo processo.


No caso acima a PF faz citações de lavagem de dinheiro, falsidade ideológica, crimes de corrupção passiva e falsidade ideológica fiscal. A delegada Andréa Pinheiro Albuquerque Cunha pede bloqueio de R$ 20 milhões, dos dois citados. Segundo dados, a propina teria sido paga em troca de direcionamento de obras no Nordeste e do governo federal. Trata-se de um inquérito aberto em 2017, a pedido da PGR, resultante de delações de operadores alvos da Operação Turbulência.


Essas situações expostas, específicas e pontuais, fragilizam o governo Bolsonaro, por várias razões e por falhas de avaliações dos seus membros e notadamente seus auxiliares mais próximos, quando o momento é de turbulência na sua administração, pontuados por procedimentos não condizentes com determinados processos de comportamentos, caso específico e muito explorado, condução da pandemia que assola o país em todos seus quadrantes.


Genival Dantas

Poeta, Escritor e Jornalista







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