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  • Foto do escritorGenival Dantas

No Brasil não há diferencia da política provinciana e ou elitista (18/05/2021)




O Fato Sem Politicagem 18/05/2021


O momento político brasileiro é tênue, mas essa situação é resultante de muitas ações políticas que vivemos durante toda República, nesses 132 anos muitas correntes ideológicas assumiram o comando da Nação, pelas mãos de partidos diferentes e situações distintas na nossa economia, passando por várias fases, inicialmente com o comercio e a agricultura, com advento da era industrial fomos lentamente influenciados por esse nosso sistema de desenvolvimento econômico.


Como tudo no Brasil, quando se trata de desenvolvimento é lento, moroso e receoso; início do século XX, com a introdução no Brasil da fase do Capitalismo Industrial e a expansão agrícola e a nossa consolidação no mercado externo, muito embora nossa mobilidade no transporte férreo não oferecesse um apoio logístico a contento, vindo se firmo na sequência e a consolidação das rodovias, interiorizando nossa economia com a transferência da Capital Federal para o Centro-Oeste.


Já estamos nos anos 1950/1960, o País passa por transformações substanciais, tanto na política como na cultura. Na política o mundo passava por uma fase com a ascensão de novos líderes, participação de Nikita Serguêievitch Khrushchov, na União Soviética; John Fitzgerald Kennedy pelos EUA e o Mao Tsé-Tung, na China. Pelas mãos desses líderes o mundo passava por uma fase transformadora, logo após a segunda guerra mundial.


No Brasil além do maior presidente Democrata que já tivemos, Juscelino Kubitschek de Oliveira, além de ter sido o maior propulsor da industrialização no País, com o estímulo da indústria branca, as montadoras de carros, com a vinda de várias marcas famosas para o novo parque industrial que se instalava no Brasil e as indústrias satélites pulverizadas no entorno dos grandes projetos industriais que fazia surgir uma nova concepção de País na América do Sul.


Na sequência o Brasil passa por movimentos de classes com o surgimento de o governo militar, com duração de vinte anos, cujo período é pontuado com comentários divergentes, com correntes bem claras em defesa e ou contrária àquela forma de governo. Foi nessa fase que tivemos mudança radical na nossa cultura musical e teatral, além da evolução na implantação do sistema televisivo com surgimento dos canais de televisão.


Claro que muita coisa foi dita e continua sendo especulada, na nossa MPB (música popular brasileira) com grandes festivais e a efetiva sedimentação da Bossa Nova, ritmo que até hoje encanta o mundo com sua a sua melodia fantástica. Não podemos esquecer que muita coisa foi censurada, tanto em termos de letras musicais como peças de teatros foram contestadas, nem por isso a juventude brasileira foi cerceada no seu aprendizado e na sua rotina educativa.

C

om a redemocratização e o retorno dos civis ao comando geral do País, velhos políticos retornaram à vida pública pelo voto popular, galgando posições de destaque na política nacional. Tivemos nomes com Fernando Henrique Cardoso, Presidente; Luiz Inácio Lula da Silva, Presidente; diversos governadores, senadores e deputados tiveram oportunidades de se mostrarem para o que lutaram tanto, infelizmente a situação não ficou diferente do que estava antes desses.


Para piorar, depois de 1988, com a nova Carta Magna, a corrupção que já era pública e notória, nos governos civis anteriores, simplesmente degringolou, tivemos um período do governo do PT, sendo classificado como um dos mais corruptos da história das Repúblicas Democráticas em todo o planeta e em todos os períodos, desde que a democracia se estabeleceu, fazendo a País quebrar, literalmente, colocando um fim na política provinciana, ou socialista.


Infelizmente, temos hoje um governo que não se coaduna em qualquer classificação política, o presidente Bolsonaro conseguiu desagradar a todos, desde aliados como contrários ao seu governo, de tal forma, ele não se encontra no cargo, tem um governo insipiente, desastroso e infeliz. O atual governo passou uma imagem de uma pessoa que viria combater a corrupção, entretanto com a dificuldade em criar uma base de apoio ele se associa ao grupo do Centrão, na Câmara Federal.


Essa associação jogou por terra toda possibilidade de uma política isenta de corporação e da ausência do famoso “toma lá dá cá”, tudo em troca de apoio e a governabilidade do Estado. Foi uma decepção muito grande para os que acreditavam em distanciamento de um governo subserviente as forças de outros Poderes, apequenando seu cargo e praticamente tornando sua reeleição impossível ante tal incompetência para atuar como um líder político; não se esquecendo do desastre na administração da pandemia do Coronavírus.


Temos a certeza que os brasileiros não estão sabendo escolher seus governantes e por muito tempo isso vem ocorrendo, não existe sorte, há escolhas mal feitas e pessimamente calculadas, assim sendo e pelo que nos tem apresentado, em termos de futuros candidatos, novamente, ficamos numa sinuca de bico, qualquer escolha entre o Lulopetismo e ou Bolsonarismo será fatal para o Brasil, precisamos de uma terceira opção que seja capaz de nos convencer.


Genival Dantas

Poeta, Escritor e Jornalista







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