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  • Foto do escritorGenival Dantas

Nem tudo que reluz é ouro, por isso, cuidado com o que resplandece (09/09/2020)





O Fato Sem Politicagem 09/9/2020

Temos algumas definições sobre Religião que vão desde a singeleza da interpretação dos mais simples seres humanos como as mais sofisticadas teses delimitadas pela inteligência dos mais cultos e estudiosos da matéria. Etimologicamente o termo vem do latim, respeitar e dedicar a um culto, do verbo religare, (ligar novamente, sentido de retornar às origens, ou ao criador), se constituindo então na relação que une o homem a Deus e à fonte de sua existência, mormente no conceito da tradição cristã.

Catalogada como o que são alvo de adorações, cultos e sacrifícios, outras amostragens de fé e crença, a deidade é a essência divina, sendo Deus a divindade suprema, criador de todas as coisas, principalmente as coisas boas. Essas definições são empregadas dentro do conceito do Cristianismo, ele, Jesus, representa o filho de Deus feito homem.

Alguns pensamentos de fé não comungam com essas ideias, é o caso do budismo original, o Jainismo, confucionismo e o taoísmo, são exemplos que não são religiões porque não incluem crenças em divindades. Mas a maioria das religiões fomentam crenças no pós-morte, com promessas de vida após a morte, principalmente a Igreja Católica, dentre muitas delas, ameaçam com o inferno e a anátema, ela que inventou o pecado e o perdão dado pela igreja, provocando até mesmo em cisão interna, surgindo nesse momento o que conhecemos de protestantes e suas várias ramificações.

O tempo foi passando e a humanidade foi se transformando e as Igrejas também foram se adaptando para segurar seus fiéis, aqueles que mantêm a colunas das Igrejas de pé, tanto na parte espiritual como a sobrevivência financeira com a participação do dízimo, colaboração dada espontaneamente ou não, dependendo da igreja, seus seguidores, administradores como padres e pastores, definições dadas pelas suas respectivas ordens.

Desde o início da história religiosa temos registrado muitos conflitos e questões de visão religiosa que nunca foram somenos, sempre abalaram estruturas de muitas Igrejas. Ultimamente temos alguns casos gerando dissabores em várias correntes religiosas e suas respectivas Igrejas. Como ilustração, dia 21 de agosto último o (MP-GO), numa operação denominada de “Operação Vendilhões”, levantou dados na Associação Filhos do Pai Eterno (Afipe), responsável pelo Santuário da Basílica de Trindade, Estado de Goiás.

Naquela oportunidade foram cumpridos 16 mandatos de busca e apreensão em imóveis ligados ao Padre Robson de Oliveira Pereira, ele que é fundador e presidente da Afipe e reitor da Basílica. Em decorrência desse fato o Padre Robson pediu afastamento de suas funções, caso confirmado por nota assinada por Dom Washington Cruz, Arcebispo da Arquidiocese de Goiânia, conforme a imprensa local e nacional.

Outro caso que vem intrigando as páginas políticas e policial é o assunto ligado a Deputado Federal e Pastora Flordelis dos Santos (PSD/RJ), 59 anos, representante do Rio de Janeiro e acusada de ser a mandante do assassinato do Pastor Anderson do Carmo de Souza, marido da Pastora e assassinado em 16 de junho do ano passado, 2019, cuja repercussão foi enorme devido todo mistério que envolve aquele crime. Envolvidos no assassinato estão vários filhos adotivos do casal e muitas evidências de motivações para execução do assassinado.

O caso é complexo, recheado de traições, mentiras, luta pelo poder, intrigas e facções dentro da própria família agora contaminada pelo crime no mínimo estranho ao mundo religioso. Hoje, 09/09, finalmente, a Câmara dos Deputados consegue citar a referida Deputada para que possa começar o processo de decoro parlamentar e na sequência julgar seu afastamento ou não.

Não podemos tomar esse caso específico como uma regra dentro do Congresso, sabemos que aquela Casa não é de longe um convento de religiosos, mas essa situação é atípica e não pode ser considerado para efeito de alguns assuntos tratados pelos congressistas, o próprio presidente Bolsonaro e o TCU (Tribunal de Contas da União).

As igrejas usando de seus direitos constitucionais buscam junto ao Congresso, nessa hora da reforma tributária e aproveitando da sua bancada evangélica, ampliar sua imunidade, na tentativa ser isenta de tributos para o futuro, através de uma emenda apresentada querem as Igrejas tornar seus templos religiosos imunes ao pagamento de qualquer tipo de tributo, incluindo as contribuições, vale lembrar que essas instituições já são livres dos impostos.

É bom ressaltar que há controvérsias a respeito desse assunto, pois já existe um débito bilionário dos templos religiosos inscritos na Dívida Ativa da União, próximo de R$1,5 bilhão, não contando valores em fase da dívida administrativa em cobrança na Receita Federal. Na mesa do presidente da República, encontra-se outro montante de aproximadamente de R$1 bilhão para perdão presidencial.

Caso ocorra esse perdão, o presidente corre o risco incorrer em irregularidade. O TCU tem feito reiteradas advertências e alertas sobre a necessidade de avaliar o impacto de medidas aprovadas no Congresso, independente de ter origem no Executivo ou não.

Há acordão recente que estabelece, qualquer proposta que conceda benefícios deve vir acompanhada de demonstrativo de compatibilidade de proposta e de projetos de lei aprovado, premissas e objetivos da política econômica nacional, definido em Anexo de Metas Fiscais que integra a Lei de Diretrizes Orçamentárias.

Genival Dantas

Poeta, Escritor e Jornalista



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