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  • Foto do escritorGenival Dantas

Nem sempre o que é narrado é verdadeiro







O fato sem politicagem 01/08/2022



Nesse período pré-eleitoral temos verificado situações anômalas, do ponto de vista ideológico está ocorrendo alianças consideradas sui generis, tamanha são as inconsistências geradas pelos acordos firmados, sem nenhum critério que possa suscitar qualquer critério harmonioso, e ou de fundamento político, quando a convergência dá-se por comunhão de pensamentos e fortalecimento de partidos que comungam dos mesmos princípios e buscam o mesmo objetivo.


Se pegarmos a associação feita entre o ex-governador, Geraldo Alkmin (ex-PSDB, hoje PSB) com o Luiz Inácio da Silva (PT), se não tiver acompanhado essa evolução desde o começo certamente não vai entender essa nova realidade política nacional, difícil até para os críticos políticos e jornalistas voltados para a política e todos seus quadrantes; uma nova concepção para verbalizar o novo político e sua saga na concepção dos arranjos contextualizados.


Outro arremedo de convergência fica na provável parceria entre o senador Álvaro Dias (Podemos/PR) candidato a reeleição ao senado e o candidato ao governo do mesmo Estado, Paraná, Roberto Requião de Mello e Silva, emedebista histórico, crítico voraz do PT no passado, se alia ao PT, saindo candidato ao governo do Paraná e abrindo palanque político para Luiz Inácio da Silva, essa triangulação é no mínimo esquisita para o gosto dos mais radicais.


Quando eu vejo esses acertos de última hora jogando por terra a vida pregressa de determinados políticos fico a imaginar como deve ficar a consciência do cidadão que sempre se apresentou defendendo uma corrente política e de repente muda de perfil e de ideologia e se apresenta ao eleitor, muitas vezes fiel e defensor daquele político; qual será o apelo que o candidato terá para justificar sua atitude, até de certo modo leviana e contraditória.


Em determinados momentos da minha vida tenho sido cruel nas minhas avaliações, vou mais longe do corriqueiro, das situações demonstradas momentaneamente, apenas para tirar proveito de uma oportunidade surgida e aproveitada literalmente. Imagino algum escritor com cunho Bolsonarista escrevendo a biografia do Lula, certamente não vai identifica-lo como um santo de muitos milagres, mas apontá-lo como um político dos mais corruptos na política universal em todos os tempos.


Do outro lado da moeda, uma biografia apresentada por um simpatizante ao seu ídolo Lula, descrevendo a participação política do Bolsonaro. Certamente não será nenhuma narrativa de louvor; com a inércia, falta de objetividade, defensor dos seus pósteros e afilhados políticos, Bolsonaro não representa o melhor lado do político para dignificar o nosso voto, sua única bandeira que ainda continua de pé é a família e a pátria que ele trata com obstinação.


Muitas vezes sou arguido, a razão pela qual eu votaria no Bolsonaro, minha resposta é sempre a mesma, em situação extrema para dificultar o retorno do Lulopetismo e sua corrupção ao poder central da nossa República, tanto é que estou aguardando o aparecimento de um terceiro nome que vislumbre a possibilidade de ir ao segundo turno para definir meu voto. Muitos, assim como eu vão votar no Bolsonaro por exclusão e não por vocação. Isso é um fato.




Genival Dantas

Poeta, Escritor e Jornalista













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