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  • Foto do escritorGenival Dantas

Natal da Esperança


Aproxima-se o natal, nesse momento há um entrelaçamento forte e harmônico entre os cristãos, normalmente as pessoas procuram fazer uma retrospectiva de todo um ano, seus erros e acertos, dores e amores sentidos, o acerbo das palavras e o irascível são substituídos, tornando o designo basilar para a fluidez do pensamento.


É chegada a hora da nossa verdade, na autorreflexão não há como fugirmos dos fundamentos, é preciso coragem para rever mos os fatos com sobriedade, e determinado às correções dos erros; nada nos servirá se de joelhos não pedirmos perdão pelas nossas fraquezas e orgulho despudorado ao nos sentirmos, por muitas vezes superiores, quando na realidade precisamos fazer parte dos mais humildes.


Faz-se necessário que tenhamos coragem de nos despirmos dessas vestes impuras da soberba e pedirmos perdão a quem fizemos sofrer com palavras, atos e gestos, mais ainda, não basta apenas o pedido de perdão, temos que nos comprometer de não mais falharmos com essas ou outras pessoas, com a prática dos mesmos erros, o perdão recebido não nos faculta o direito de continuarmos errando e pedindo perdão, é um grande e grave erro esse comportamento. Precisamos isso sim, nos enchermos de fé e procurar trilhar o caminho dos justos.


Vamos juntos construir uma nova vida, um novo tempo de esperanças, não da esperança do esperar que algo aconteça, mas procurar que as coisas se façam com justiça e honestidade entre todos os homens, sem diferenciação de cor, credo, classe social ou etnia; vamos tentar mudar a mentalidade dos governantes, mostrando a esses o quanto é digno o homem que vive da sua luta, e sobrevive com o resultado do suor do seu rosto, e o respeito ao patrimônio alheio; quem sabe se juntos não formaremos uma nova geração de pessoas ciosas e conscientes na vivência em comunidade, respeitando os seus limites e o limite das cercas imaginários dos seus vizinhos de casas, ruas, bairros, cidades e Estados, por que não do nosso país!


Se cada um fizer a sua parte, respeitando a natureza, tratando bem os animais, nossos coabitantes nesse imenso planeta, não destruindo a própria terra, produtora de nossos alimentos.


Tratando da raça humana, com dignidade, como zelamos por nós mesmos, amando nossos familiares com lealdade, trabalhando para deixarmos um mundo melhor para os nossos descendentes, assim como fizeram nossos ancestrais; se não mudarmos de atitudes, pela primeira vez, estaremos deixando um espaço pior que recebemos, numa demonstração de pura irresponsabilidade para com o próximo, num gesto de soberba e ingratidão.


Não demonstre o quanto você gosta da outra pessoa apenas pelo valor do presente material ofertado nesse Natal, proporcione carinho, afeto, todo sentimento de apreço pelos seus; o material se quebra, desbota, cai em desuso, será esquecido num canto qualquer quando substituídos por outros presentes, num novo tempo e com outros valores atualizados, afetos são eternos e viverão para sempre nos nossos corações.


Nesse Natal seja diferente, se doe por inteiro e saiba receber o carinho, o abraço afetuoso, o beijo sincero daqueles que num gesto de humildade perdoaram e souberam pedir perdão, permita que a esperança de uma Nova Era chegue até nós, pelas mãos da paz tão necessária a todos nós. FELIZ NATAL.


Genival Torres Dantas

Escritor e Poeta

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