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  • Foto do escritorGenival Dantas

Na ressaca nem tudo parece ser o que era antes(16/11/2020)

Atualizado: 19 de nov. de 2020




O Fato Sem Politicagem 16/11/2020

Dizem que o dia seguinte tem aparência de um samba acabado, principalmente ao das eleições de um país democrático, quando há uma campanha tensa, desenvolvida entre o eleitorado seviciado por políticos desastrados e desastrosos; não tenho a menor dúvida, a sensação do acordar na manhã, depois de um dia tenso e uma noite nebulosa, por conta das incertezas e dos resultados pífios, apresentados nos primeiros números descortinados, não são nada animadores.


Sabemos da existência do fundo partidário, fórmula encontrada pelo Poder Público de administrar as campanhas políticas mais igualitárias, evitando que o Poder econômico suplante os menos favorecidos financeiramente, no decorrer das eleições, isso é fato é publico e notório; mesmo não concordando com essa justificativa não vejo alternativa mais viável nesse sentido, não fora essa forma de financiamento os grandes grupos e conglomerados industriais, comerciais e financeiros, por interesses próprios, inviabilizariam qualquer campanha de candidatos que não fossem alinhados com seus projetos comerciais.


Dessa forma, mesmo com esse ajuste proposto e implantado pelo Poder Público, muito dinheiro é gasto, por canta de apoiadores como pessoa física, até mesmo por recursos próprios, desde que declarados e lícitos aos olhos da Justiça Eleitoral. Assim sendo, muitos vão além das suas possibilidades financeiras e não se elegendo, quando se elege há maior facilidade de repor o dinheiro levantado durante a campanha, sobra o desespero e o desatino para pagar o que não foi coberto, verdadeiramente, pelos partidos políticos e até promessas de reposição futura.


Nesse caso, vem à famosa ressaca do dia seguinte, além da derrota nas urnas a certeza de um desastre enorme que a petulância do candidato se enfiou, como se diz no meu nordeste, sem eira nem beira, sobra apenas à cumeeira para sentar e olhar por cima dos montes e vislumbre algum horizonte que possa lhe apontar uma alternativa que não seja a desesperança para o futuro bem próximo. Assim, a vida passa a ter o gosto amargo da traição das promessas feitas e não cumpridas, os falsos amigos de palavras vagas e atitudes rotas, enfim, o desalinhado sentido dos ventos vindos do norte sem sentido algum.


Hoje é esse dia, como prometera que faria uma avaliação inicial do resultado das urnas, assim farei. Ficou a certeza, os profissionais que fizeram o levantamento dos dados fornecidos no decorrer dos últimos dias da campanha eleitoral foram profissionais na coerência e exatidão nos números, claro que em algumas situações ocorreram distorções, sem, entretanto, comprometer o trabalho executado. Mesmo não tendo 100% dos votos apurados, o que já foi fornecido. demonstra o sentimento real do eleitor magoado.


Bolsonaro e Lula são figuras apagadas, sem poder de interferência junto aos seus grupos de eleitores, por conseguinte, conseguiu jogar por terra qualquer sonho político de seus afilhados, isso analisando o todo, o conjunto da obra. Fatos mais importantes para justificar essa teoria foi o desastre político dos dois políticos, de tristes presentes, nas duas principais Capitais brasileiras, São Paulo e o Rio de Janeiro.


Quando o fiasco de Bolsonaro só não foi maior que o do Lula, porque no Rio de Janeiro o candidato apoiado por Bolsonaro, Crivella, ficou para o segundo turno, com chances mínimas para ganhar a eleição, nem isso o Lula conseguiu, sem contar que o desempenho dos demais afilhados representou fracasso quase que total, com pouquíssimas exceções.


Dentro dos lucros e perdas, quatro partidos tiveram crescimento em termos de números de prefeituras, comparados ao pleito de 2016, o DEM foi o partido que mais cresceu, até agora, em 190%; o PP 177%; o PSD 101%; até mesmo o PSL, todo amarrotado em função dos seus desajustes internos, mesmo assim, cresceu 57%.


Considerando os partidos políticos que tiveram encolhimento, mesmo obtendo sucesso em cidades importantes, temos o PSDB com -302%; MDB com -278% e o PT com -65%, esse último já tinha sofrido uma baixa enorme no último pleito, nas eleições municipais, 2016.


Alguns destaques especiais e localizados, portanto pontuais. É o caso do Alexandre Kalil (PSD), atual prefeito de Belo Horizonte, não tendo nenhuma dificuldade de se reeleger com 59,75% dos votos; Rafael Greca (DEM), reeleito com 59,77% dos votos e Bruno Reis (DEM), apoiado pelo presidente do partido e atual prefeito, ACM Neto, teve sua eleição garantida com 63,61% dos votos em Salvador/BA; Gean Loureiro (DEM) teve sua reeleição garantida em Florianópolis com 53,46% dos votos.


Tivemos outras vitórias por todo Brasil além de algumas situações que ficaram para o segundo turno que merecem destaques, é o caso do Rio de Janeiro com o ex-prefeito Eduardo Paes (DEM) com seu retorno ao comando da cidade quase garantida contra o atual prefeito, Marcelo Crivella (Republicanos).


São Paulo é outra situação ainda indefinida, será disputada por Bruno Covas (PSDB) contra Guilherme Boulos (PSOL); em Recife temos a disputa que ficará para o segundo turno, entre João Campos (PSB) e Marília Arraes (PT) dois jovens primos com jeito de sucesso absoluto para os dois; não podemos deixar de referendar Porto Alegre que numa disputa ferrenha entre Manuela D’Ávila (PCdoB) e Sebastião Melo (MDB).


Não tenho dúvidas das paixões políticas que virão à tona, até o final do mês em curso, quando se realizará o segundo turno das eleições e teremos o encerramento das eleições, nesse caso o Brasil terá que voltar à sua normalidade, mesmo que seja relativa, por conta do Coronavírus que estamos sem previsão de controle da pandemia. Vamos torcer pelos vitoriosos cumprirem suas promessas e os derrotados que possam se preparar com mais afinco, outras oportunidades virão pela frente.


Genival Dantas

Poeta, Escritor e Jornalista



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