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  • Foto do escritorGenival Dantas

Na política a ocorrência é elementar, a intercorrência é fatal








O fato sem politicagem 05/04/2022



O que vem ocorrendo no atual estágio da composição dos Partidos políticos para a campanha das próximas eleições é normal e corriqueiro em toda véspera de eleições. Normalmente ocorre correria geral, deslocações de políticos saindo e entrando em Partidos, muitas vezes distantes da ideologia de cada político, porém, de puro oportunismo e chances de conseguir alcançar seus objetivos dentro da nova sigla partidária, surgindo daí surge o espanto por parte de muita gente sem cultura política.


Estamos passando por um processo que requer muita habilidade mental naquelas pessoas que querem se imbuir do verdadeiro espírito político que paira sobre uma nação democrática quando o tempo é de escolhas e seleções dos seus comandantes, antigamente não se exigia compliance nos postulantes aos cargos dos Executivos, ficando por conta e risco as escolhas dentro dos Partidos e seus apontados normalmente eram pessoas populistas com grande poder de votos.


Depois dessa fase, ocorrência, e logo após o encerramento das eleições, propriamente dita, os eleitos faziam suas escolhas para montagem dos seus gabinetes administrativos, com primeiro, segundo e terceiro escalão, nessa importância de ordem, dentro de critérios minuciosos para evitar problemas de intercorrências localizadas, dentro dos seus auxiliares, minimizando choques políticos administrativos, com o povo e especialmente a oposição e o Legislativo.


Neste ano, como temos um quadro de polarização, para escolha do cargo principal do Executivo, presidência da República, entre Bolsonaro e Lula, Direita e Esquerda, com a real percepção do eleitorado que nenhuma das correntes e candidatos vale a pena continuar ou retornar ao governo, o mais interessante seria uma terceira opção, que viesse pelo menos alimentar a ilusão de todos nós que teríamos uma possibilidade mínima que o Brasil tivesse uma mudança radical.


Ocorre que estamos afunilando em termos de prazo para escolha, nas convenções dos seus respectivos partidos, dos seus candidatos, até o momento algumas pré-candidaturas já se esvaziaram, com renúncia d alguns candidatos, ficando, além da Direita e Esquerda definida, a participação de um bloco formado por União Brasil, PSDB, MDB, tentando sair com um único candidato a presidente da República, enquanto o PDT tenta emplacar Ciro Gomes.


Claro que há outros Partidos menores, sem a expressão necessária para julgarmos como siglas a que venha assustar o cenário nacional, com uma candidatura verdadeiramente vencedora, mesmo que se aglutinem em uma só força, entretanto, devemos ficar espertos, em duas situações tivemos aquilo que foi considerado zebra, em 1989 com Fernando Collor de Mello e 2018 o próprio Bolsonaro foi a grande surpresa política brasileira, se elegendo presidente da República.


Não podemos esquecer que no Brasil tivemos desde 1930, com o encerramento da Primeira República e o surgimento da segunda, a participação efetiva, nesse período até hoje, grandes populistas, caso específico do Getúlio Vargas, o maior deles, como todo populista é megalomaníaco e mitomaníaco, ele inventou a revolução de 1930, com o assassinato de João Pessoa, presidente da Paraíba e ex-candidato a vice-presidente da República, na chapa do próprio Getúlio Vargas, derrotados.


Ocorre que o assassinato do João pessoa foi praticado por João Dantas, em crime passional e regional, nada de política nacional, o fato está narrado nos livros de história. Esse foi o pulo do gato para Getúlio transformar tudo em golpe e virou ditador do País, figurando até hoje como o maior populista que já tivemos. De lá para cá outros presidentes populistas vieram: (1946) Gaspar Dutra; (1951) ele novamente; (1956) Juscelino Kubitschek; (1956) Jânio da Silva Quadros; (1989) Fernando Collor; (2003) Luiz Inácio Lula da Silva; (2011) Dilma Rousseff e (2018) Jair Bolsonaro.


O quadro acima demonstra que o populismo não faz parte apenas a Esquerda, a Direita também faz parte dele. Neste ano (2022) temos a possibilidade de eleger um populista em duas situações, para que esse fato não ocorra é necessário que apareça um brasileiro nato, dotado de compliance governamental, de caráter acima de qualquer suspeita e com boas intenções, se você conhece alguém com essas características, aponte-o, para sair candidato a presidente da República, estamos precisando desse milagre.
















Genival Dantas

Poeta, Escritor e Jornalista



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