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  • Foto do escritorGenival Dantas

Não há nenhuma hipérbole no silêncio da conveniência





O fato sem politicagem 30/06/2022



Na política a auxese é comum, principalmente e normalmente, quando o resultado de qualquer situação seja revertido para todas as correntes e o lucro seja o determinante, sem vencidos, ou vencedores; estamos fechando o mês de junho com muitas coisas sendo repetidas, entretanto, sem a devida acuidade merecida pelos mais observadores, somente após o encerramento das eleições as apurações falarão pelas ações decorrentes desse período medíocre de politicagem.


O Senado Federal atuou de forma unida e corporativa na aprovação da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) e a quase unanimidade reflete o silêncio da conveniência política, demonstração cabal que a maioria das pessoas concorda com o que se pronuncia em forma de erro, desde que não afete o interesse das oligarquias, mesmo que depois sobre demagogia e sejam lançadas profanas palavras contra a patifaria, justificando seu gesto como um erro em nome do povo.


O resultado é fatal contra os pagadores de impostos, em nome de uma ação social, procurando atender as necessidades dos menos assistidos, no Auxílio Brasil, ampliando os valores de R$ 400 para R$ 600, atendendo além dos atuais beneficiados mais 1.6 milhão de carentes que estão na fila; mais ainda, implantação da bolsa caminhoneiro e auxílio taxistas, dentro de patamares diferenciados, com custo elevado para R$ 42,2 bilhões para o ano em curso, até dia 31/12/2022.


Além desses custos descritos, outras despesas foram agregadas, tais como: Vale Gás, Transporte de Idosos, Etanol e Alimenta Brasil. Para que o teto dos gastos não seja alterado, conjuntamente vai aprovado o estado de emergência, livrando a pele do presidente Bolsonaro e dos membros do Senado; mesmo sabendo que ainda há a necessidade de duas votações pela Câmara Federal não tenho dúvidas que a Casa fará essa votação em caráter de urgência urgentíssima.


Não estou questionando o caráter meritório das áreas beneficiadas, mas a forma encontrada para criarem o sistema é que é condenável. Estamos às portas das eleições de outubro, quando tudo é proibido nesse período e formam carteis para se safarem de alguma punidade para os, efetivamente, envolvidas nesse caso. O receio que possa surgir amanhã é o exagero que ocorra no desvio de dinheiro, isso representa um rotativo sem um teto definido.


Todos nós sabemos que não há crédito sem débito, amanhã vamos ter que pagar mais essa conta, ela virá acompanhada de juros e correção monetária, a cobrança será inevitável, ou como inflação e inflação representa emissão de dinheiro; essa história é bem recente na memória de todos nós, quem é da minha geração sabe perfeitamente o quanto nos custou o período de desacerto com nossa dívida externa, transformada, infelizmente, em dívida interna.


Lamento ter que informar, estamos entrando em uma verdadeira saia justa, a saída é inglória, não há qualquer projeto de governo sendo discutido por qualquer candidato, apenas conjecturas e conversas de arquibancadas em jogo de futebol. Nada pior que uma orquestra desafinada, uma historia mal contada em noites de inverno sob um céu escuro, sem estrelas e sem luar. Uma hecatombe de inocentes, com clara evidência de vingança dos bárbaros.
















Genival Dantas

Poeta, Escritor e Jornalista









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