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  • Foto do escritorGenival Dantas

Não é bravata, alguns congressistas passam por problemas de catatimia (21/08/2020)




O Fato Sem Politicagem 21/08/2020

É concludente a ideia que o ar do Congresso Nacional ter sido contaminado com algum vírus tipo qualquer elemento contaminante nessa fase de pantomina do Coronavírus, os fatos nos leva a pensar dessa forma. Como é sabido, a nossa República é composta por três Poderes bem delineados e independentes, cada qual com sua estrutura e administração e organograma próprias, portanto inerentes as suas atribuições, responsabilidades e protagonismos bem definidos.

Em se tratando de Congresso Nacional, depois da passagem conturbada pela presidência, daquele Poder, do senador Renan Calheiros (MDB/AL), tem hoje uma nova composição administrativa, com vencimento para o início do próximo ano, 2021, sendo que o atual presidente foi eleito numa eleição composta de 81 senadores e constando na urna o sufrágio de 82 votantes, até hoje não temos nenhuma informação que pudesse justificar esse erro, no mínimo atípico.

Quando elegemos os membros do Congresso Nacional, ficam estabelecidas, algumas regras e normas internas relevantes para o bom andamento dos seus trabalhos. No Senado Federal, seus componentes, Senadores da República, representam os Estados e o Distrito Federal, responsáveis indiretamente pela administração do Poder Executivo, no que concerne a tudo que for relacionado ao bom andamento, fiscalizando os processos em tramitação evitando alguma inconstitucionalidade que possa vir daquele Poder, além de outros atributos.

A outra Casa, conhecida como Câmara Federal, os Deputados Federais eleitos são os legítimos defensores do povo brasileiro, têm a obrigação de defendê-los na sua forma mais justa, direta e objetiva. Com o advento dos novos tempos e a invenção do presidencialismo de coalizão, ou participativo, foi criada uma verdadeira barafunda, com situações que fogem do convencional nas melhores Repúblicas, vejamos o que ocorreu nas últimas sessões naquelas duas casas:

A derrubada da veto presidencial ao reajuste salarial até 2021, pelo Senado Federal, nos deu uma ideia de duas situações distintas, o Presidente da Casa, Davi Alcolumbre, anda sem crédito junto aos seus comandados, ou o Presidente da República, Jair Messias Bolsonaro, não tem justificado seu esforço no sentido de conseguir os acordos necessários nas aprovações dos projetos que lhe viabilize uma administração mais objetiva e consensual.

Por outro lado, a manutenção do mesmo veto na Câmara dos Deputados, com anuência do bloco conhecido como Centrão e do próprio Presidente da Câmara, Rodrigo Maia, mostra o acerto feito pelo Bolsonaro na sua negociação junto aos Líderes daquele bloco sem bandeira política e o jogo de cintura do Rodrigo Maia, na condução da mesa nos trabalhos administrativos.

A tentativa de Bolsonaro de buscar um modelo, usando no início do seu governo, pensando em administrar o Brasil sem o modelo anterior, implantando o presidencialismo de colisão, fórmula errática e esdrúxula, apenas acarretando enorme prejuízo ao país enquanto a tentativa foi sendo vencido e nada aprovado na Câmara Federal.

Outra situação que mexeu com nossos governantes nessa semana que se encerra é o estudo da Universidade de Harvard, dando ciência que crianças podem ser mais contagiosas que os adultos. Trata-se de uma pesquisa científica, feita em pessoas de zero até 22 anos, suspeitas de covid-19. Isso colocado nos leva ao ponto crucial que é a retomada das aulas que estão sendo anunciadas por vários Estados, principalmente pelo esforço feito pelas escolas particulares e de certa forma compartilhada pelos seus respectivos prefeitos e governadores.

Nesse momento em que o Brasil passa por uma nova fase, saindo da zona vermelha, se faz necessário termos mais cuidados ainda para não retrocedermos numa situação piorada. Os números são alvissareiros, a taxa de contágio (Rt), no Brasil, alcança o pico menor que 1, de 0,98, sem dúvida é desaceleração, isso não representa cessar, continuamos com pacientes sendo tratados e em formação. A matemática é simples, esses 0,98 vai gerar 0,96, que gera 0,94, até zerarmos, há um longo caminho pela frente.

Não devemos relaxar, mantermos os mesmos cuidados e critérios de relacionamentos, não abusar dos protocolos atuais, assepsia das mãos, uso das máscaras e o devido isolamento das crianças, por enquanto, principalmente aquelas que convivem mais proximamente com os adultos e primordialmente com os do grupo de risco. Não podemos anular um trabalho feito com muita luta e contra muitos desinformados, usemos toda nossa experiência de vida na ajuda aos mais jovens, pois.

Genival Dantas

Poeta, Escritor e Jornalista




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