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  • Foto do escritorGenival Dantas

Milicianos, Poder paralelo e a ausência do Estado (07/06/2021)




O Fato Sem Politicagem 07/06/2021


O desabamento do edifício em Rio das Pedras, Zona Oeste do Rio de Janeiro, levanta uma questão que muito tem perturbado o sono de muitos brasileiros residentes no Estado do Rio, mormente sua cidade maravilhosa. O proprietário do prédio em questão, pai e avô das vítimas alega que é proprietário do terreno por mais de 25 anos, muito embora não tenha escritura e que fizera aquela obra para abrigar sua família, sem interesse comercial para alugar como moradia ou comercio.


O fato de não ter interesse para exploração comercial não o desobriga das exigências da lei, tanto no direito de posse como na legalidade da construção acidentada. Esse fato só veio tornar à tona o descaso que ocorre no Estado do Rio e a consequente participação do Estado paralelo representado pelas milícias, normalmente compostas por policiais e ex-policiais delinquentes e civis bilontras que sobrevivem à sombra da própria lei, disfarçados de justiceiros da sociedade.


Esses mínios que se alojam em locais de alto risco para a comunidade faz da contravenção o ganha pão de um exército em operação no submundo do crime, quando passa a operar com serviços de primeira necessidade, dentro das comunidades, em substituição ao comercio e empreendimento normalmente explorado pela iniciativa privada e que se sente refém em determinadas regiões, originalmente demarcada e explorada por determinada facção, sem guerra entre eles.


Essa reserva de mercado parece até piada de salão, é uma realidade vivenciada por muitas comunidades, não apenas no Rio de Janeiro, essa prática já extrapolou o mercado carioca e faz muito tempo. Há fortes indícios, conforme a imprensa majoritária, esses milicianos comumente possuem familiares empregados em gabinetes de deputados e vereadores tornando-os senhores de influência nas suas comunidades para exploração e fazendo o medo uma arma mortal aos moradores.


Essa prática vem desde a época do regime militar e vem se fortalecendo com o tempo, tornou-se até uma força de apoio, na informalidade, a Polícia Militar, outras situações parecidas também surgiram assim como esquadrões da morte, que causava medo e horror nos morados, principalmente, das periferias. Costuma-se falar que um dos políticos ativo nesse setor de milícia é o atual senador Flávio Bolsonaro, que tem sido citado pelo judiciário e cujas ações encontram-se sub judice.


Uma prova que a situação encontra-se incontrolável é a expansão desses negócios espúrios agora em âmbito nacional. Prova inconteste é o caso recente, desse último final de semana, na cidade de Manaus Amazonas, quando em decorrência da morte de um suspeito narcotraficante seus comparsas e de dentro de penitenciárias daquele Estado comandam ataques ao patrimônio público e privado, provocando uma situação de calamidade pública na segurança do Estado.


Esse fato gerou uma onda de inquietação na população local provocando o pedido de socorro, pelo governador do Amazonas Wilson, Miranda Lima, a pedir apoio ao ministro da Justiça, Anderson Gustavo Torres, apoio com a força nacional para auxílio da polícia militar e civil no seu Estado. Claro que nesse momento o governo Federal não pode deixar de hipotecar sua solidariedade, muito mais, reforçando com homens preparados para reprimir toda e qualquer ação de terrorismo.


Sim, eu escrevi TERRORISMO, quando qualquer facção criminosa passa para matar, cometer atrocidades na sociedade, quebrar, tocar fogo no patrimônio público, só podemos considerar como ato terrorista em nome do desrespeito e contra tudo que há de mais sagrado ao homem patriota que é sua família e sua pátria, além da sua própria dignidade, nessa hora é que devemos lembrar, sempre: bandido bom é bandido morto.


Esse ódio destilado por parte de alguns maus brasileiros que lutam em nome do seu crescimento pessoal e patrimonial têm que ser banido da sociedade, da convivência com os homens de bons costumes, venha de onde vier, chegue de onde chegar, vestindo qualquer uniforme de guerra, não podemos deixa-los macular as cores do nosso pavilhão nacional, ademais, não interessa nome, ou sobrenome, nem mesmo status ou posição intelectual, esses precisam ser evitados e calados pela lei.


Genival Dantas

Poeta, Escritor e Jornalista







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