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  • Foto do escritorGenival Dantas

Mesmo sendo imprudente não foi impudente, mas ficou estiolado




Por muitas razões não devemos olvidar da teoria das probabilidades cognitivas, depois de seis meses de desconfianças se havia pragmatismo em curso ou se os impropérios correspondiam apenas à ausência de algum projeto para por em prática ao desenvolvimento, recondução, até mesmo reconstrução de um país em estado falimentar e de penúria plena. Parecia o abandono da consciência ou prerrogativas da inconsistência, tal era a sensação de descaso com o que parecia mais emergencial e tratava-se apenas dos assuntos periféricos sem a devida relevância, tudo era administrado ao sabor das ideologias.


No fechamento do semestre fomos surpreendidos, agora de forma positiva, foi desvendado o manto das possibilidades, em terras francesas, quando se reunia as maiores economias do planeta terra, a maioria dos brasileiros desvanecidos, não acreditando mais numa réstia de esperança ao nosso País, mesmo os apoiadores e partidários do Governo Bolsonaro, se sentiram rejuvenescidos pela atitude do governante brasileiro ao concordar com o tão esperado acordo, passado por quatro presidentes, mais de vinte anos, naquele momento o Brasil e mais três aliados, Argentina, Paraguaio e Uruguai, participante do Mercosul e vinte e oito países da União Europeia, fechavam acordo com área de livre-comércio.


Esse ato representa, em termos de futuro próximo, ganho substancial para os integrantes do Mercosul quanto para a União Europeia, apenas para efeito de ilustração, o quarteto estima um adicional de US$100 bi, o Brasil, em 2018, exportou US$42,1 bi para o bloco europeu. Esse fato já gerou informações auspiciosas, grandes grupos econômico já anunciam investimentos em novas unidades fabris e comerciais e ou ampliações das em operações. É o caso de casos em andamentos ou inicio de investimento, somente agora foi anunciado, como se formasse uma cadeia de desenvolvimento em ação.


A Honda Manaus investe R$ 500 mi, com aportes até 2021; o Grupo Mercado Livre investirá R$ 3 Bi, com abertura de centro em Cajamar/SP, direcionando os recursos para o setor de logística e setor financeiro, objetivando melhorias nos serviços prestados; numa queda de braço com a China o Brasil vence a peleja e a Fiat-Chrysler vai instalar uma nova unidade industrial no seu complexo de Betim/MG, o orçamento previsto é de R$ 16 bi, conforme informações, o maior investimento feito pelo Grupo até hoje no Brasil, num único projeto;


O Grupo Carrefour Brasil abrirá vinte novas lojas do Atacadão, com investimentos de R$ 2 bi; a Scania fará investimentos de R$ 1,4 bi, em fábrica de caminhão em São Bernardo do Campo/SP; o Grupo da Air Europa anunciou abertura de empresa aérea no setor de aviação, aproveitando a medida provisória que abre o setor aéreo ao capital estrangeiro, com possibilidades de até 100%. O embaixador do Japão no Brasil, Akira Yamada, anuncia grande número de executivos anunciando viagem ao Brasil, querendo conhecer de perto a mercado brasileiro e as possibilidades de investimentos em nosso País.


O Presidente Bolsonaro ganha sobrevida, nem por isso o Governo pode se esquecer dos últimos meses de desespero do brasileiro que foi resiliente ao continuar acreditando numa recuperação da sua administração, cujos méritos se constituíam apenas na honestidade, que não é qualidade e sim dever, combate a corrupção e a moralidade no Poder Público, esse tripé formou as colunas de sustentação do seu governo, afora isso, tudo parecia um mundo em desconstrução.


Parecia até que essa nova postura do Presidente aguardava o momento de comemorar os 25 anos do Plano Real, depois da construção de Brasília foi o projeto mais efetivo e brilhante já implantado no Brasil, com os ganhos memoráveis para o Estado e toda Nação, não se trata de aforismo, apenas constatação de uma realidade, muitas vezes escondida por conta de vaidades ou personalismo absoluta. O que nos entristece é que constatamos através desse fato, a historia não é feita, mas construída de verdades e mentiras, depende da isenção do narrador ou historiador.


O Plano Real foi executado no Governo Itamar Franco (Itamar Augusto Cautiero Franco) – 29/12/1992 a 01/01/1995, mandato tampão, cujo ministro da Fazenda era Fernando Henrique Cardoso, e o mentor intelectual foi um grupo de economistas que colocaram em prática uma ideia avançada para os costumes econômicos à época. Essa constatação nos deixa entristecidos pela negação ou ausência de citações aos beneméritos da história, talvez por birra ou absoluta falta de postura política de muitos desavisados, que no casuísmo da história são lembrados como historiadores.


Esperando que o novo semestre seja feito de feitos memoráveis para o nosso País, e que o Presidente incorpore o espírito altruístico do Presidente Itamar Franco, que marque sua história com novos e efetivos projetos para benefício do povo. Quero desejar os meus parabéns ao saudoso Presidente Itamar “In memorium”, e sua equipe valiosa pelo muito que fizeram pela economia brasileira, salve dia 29 de Junho de 1994.


Genival Torres Dantas

Poeta e Escritor

genivaldantasrp@gmail.com

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