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  • Foto do escritorGenival Dantas

Mais uma semana de pouca água e muito afogadilho(23/10/2020)



O Fato Sem Politicagem 23/10/2020

Na política é sempre assim, muitas vezes são poucas as ações, chuvas de atitudes mesquinhas e muita devastação no campo das ideias não obstante o excesso de contorcionismo dos menos avisados e fanáticos abilolados perdidos no compasso das horas sem saber o que fazer com seus argumentos e experiências falhas na execução de tarefas nunca empreendidas ou até mesmo pensadas, dessa forma se transformando em enxurradas de afogadilhos.


Como eu já esperava e aconteceu de fato, dentro daquilo que se transformou numa normalidade, o que foi anormal, mais um candidato a ministro do (STF) Supremo Tribunal Federal, numa sabatina pro forma, apenas uma sessão de amenidades, confetes e serpentinas em forma de palavras dirigidas ao sabatinado e sabatinadores comportamento dos senhores que operam na nova política praticada na velha República de todos os pecadores da Democracia. E assim se cumpriu a profecia, ministro aprovado para felicidade geral do Senado Federal.


Os meios de comunicações, especialmente os contrários a normalidade do exercício democrático pelos Poderes constituídos, seus componentes se regozijam e se convertem em alegres foliões nos microfones e teclas elétricas ao registrarem mais uma diáfora dos políticos de plantão na hora de acertarem o emprego das vacinas para controle da Coronavírus e sua malignidade contra nosso povo.


Não é nenhum anúncio de filme de terror nas telas panorâmicas dos nossos cinemas, eles estão fechados por conta e risco dessa maldita pandemia, enquanto isso há um verdadeiro sacrilégio humano contra a humanidade, digo, os brasileiros. O Governo Central, na pessoa do ministro da Saúde acerta, numa conferência virtual, a compra de 46 milhões de doses da vacina consorciada entre o Governo chinês e o Governo do Estado de São Paulo, nesse caso, representado pelo governador João Doria.


Numa ação atabalhoada e recorrente, o presidente da República Jair Bolsonaro, mais uma vez, desautoriza seu ministro da saúde Eduardo Pazuello, a fazer qualquer compra da vacina junto ao governo paulista, numa intempestiva atitude de desvario, desmoralizando o ministro que teve uma ação justificada, acertando a compra do material desenvolvido e produzido dentro do país, apenas em parceria com o os chineses, ou seja, politizando o que devia ser democratizado e urgencializado para o combate ao que está nos assolando.


Numa intervenção, até mesmo arrojada, numa atitude de quem quer resolver os problemas nacionais, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, se dirige ao Estado de São Paulo e numa reunião como o governador do Estado, João Doria, convencionou ações para depois das vacinas aprovadas pela ANVISA, fará investida junto ao presidente Bolsonaro no sentido de convencê-lo da compra das vacinas produzidas pelo Butantã, além da já encaminhadas e com compromisso de compras do Fio Cruz, afinal, não há vacinas de Doria ou de Bolsonaro, existe a necessidade premente de tomarmos medidas para imunizarmos o povo brasileiro.


Essa forma mesquinha e desequilibrada do presidente Bolsonaro se comportar quando a necessidade se apresenta em caráter de urgência urgentíssima, o desmerece junto ao cargo que ocupa, não só pelas atitudes indevidas como pelo comportamento destoante, primordialmente em tudo aquilo que se refere aos sistemas de saúde pública, meio ambiente e educação, levando nosso país a verdadeiros constrangimentos internacionais, afora o que temos passado com as alucinações mentais que o presidente Bolsonaro tem apresentado nesses quase dois anos de desalinhamento no cargo.


Para completar a estapafúrdia dissociação administrativa do Governo Central, o IBAMA, órgão controlado pelo ministério do Meio Ambiente, no dia de ontem autoriza a suspensão do trabalho dos socorristas no combate ao incêndio. Como em situação anterior e idêntica, alegação de falta de dinheiro para continuar desenvolvendo esse trabalho, novamente, com intervenção do vice-presidente da República, Hamilton Mourão, contorna a situação, em conjunto com outros ministérios, com repasse de verbas para aquele órgão referendado aqui.


Virou rotina esse tipo de lambança quando o assunto é meio ambiente e o controle das queimadas e derrubada das nossas matas, principalmente quando se refere a nossa Amazonas e o Pantanal, suas riquezas naturais e animais, a impressão que fica é que não há nenhum zelo para com aquelas duas regiões tão depredadas pelos homens materialistas e sobejamente negativistas para com a natureza.

Genival Dantas

Poeta, Escritor e Jornalista



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