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  • Foto do escritorGenival Dantas

Liderança é feita com responsabilidade, fidelidade e respeito...(10/09/2021)

Atualizado: 11 de set. de 2021









O Fato Sem Politicagem 10/09/2021


Para você seguir um líder é preciso que se conheça o ser humano que se presta, ou se candidata a essa finalidade, nem sempre são lançados, simplesmente são escolhidos pelas suas atitudes, gestos e comportamentos junto ao grande público que necessita de representantes nos diversos ambientes coletivos e de cunhos administrativos, principalmente, no meio político, local em que esse tipo de procuração se faz necessário para que se evitem aglomerações desnecessárias.


Por questões outras sempre surge alguém com características totalmente diferentes daquilo que se espera de um líder nato, normalmente ele é forjado dentro de agremiações políticas, desde que ele atenda algumas características de representação de votos junto a setores da sociedade e traduza isso em números de eleitores que justifiquem a ausência de outros predicados mais preciosos para qualificar um ser humano formador de opinião.


No último dia 07 de setembro tivemos uma manifestação pública que retratou bem a presença desse líder, na minha modesta opinião, lapidado a machado, sem nenhum compromisso com seu público apoiador, total desrespeito ao ser humano, primordialmente, os mais humildes, que são fáceis de atender ao chamamento de seus comandantes, em defesa de um objetivo e confiantes na qualidade da palavra dado por quem lhes enche de promessas, muitas vezes dúbias e inconsequentes.


Estou me referindo às concentrações vistas nas grandes cidades brasileiras para comemoração da nossa liberdade de 199 anos. Aproveitando a data comemorativa o presidente da República aproveitou para testar sua popularidade e agitou o grande público concentrado em locais previamente marcados e usou de aproximadamente 20 minutos em dois locais específicos para pronunciar discursos empolgados e comprometedores com o público presente.


Depois dos fatos consumados, logo na sequência vieram à ressaca pelo porre das palavras, elas surgiram de forma ofensivas, prioritariamente ao STF e especificamente ao ministro daquela casa, Alexandre de Moraes, que tem mantido uma relação bastante odiosa com o presidente Bolsonaro, por conta de um processo, agora suspenso e substituído por outro na mesma linha, onde o Bolsonaro é instigado a se defender de acusações, sem o devido acompanhamento do MPF.


Essa situação tem levado a uma distensão entre os dois Poderes, Judiciário e Executivo, respingando, de vez em quando, no Legislativo. As consequências são de conhecimento público: reação no mercado financeiro com alta do dólar, queda da bolsa, anúncio propositado de maior aumento da inflação para o mês de agosto em 21 anos e de quase dois dígitos no período de um ano, agitação política, com pedido de impeachment anunciado por vários partidos.


Essa situação negativa levou aos políticos mais próximos do presidente a aconselharem uma reação de abrandamento no comportamento e pronunciamento de conciliação, mormente com o Judiciário que se rebelou com palavras fortes e diretas em pronunciamento feito pelo presidente daquele Poder, ministro Luiz Fux, e na sequência, com palavras ofensivas do presidente do TSE, ministro Luís Roberto Barroso, outro desafeto do presidente Bolsonaro.


Acuado pela própria desdita das suas palavras, Bolsonaro recorres aos préstimos do ex-presidente, Michael Temer, e esse, com sua postura de jurista constitucionalista e poeta ao mesmo tempo, produz uma nota assinada pelo presidente Bolsonaro, jogando água na fervura, atitude provocada necessariamente para desmontar uma bumba relógio prestes a explodir a qualquer momento, na nossa República, acionada pelo próprio Bolsonaro pela sua instabilidade emocional e inconsequência.


Esse fato, sendo necessário e oportuno para a Nação, veio demonstrar o retrato fiel da postura do nosso atual presidente, uma pessoa disposta a não considerar seus apoiadores na hora do aperto, jogando-os à arena, sem nenhum sentimento de arrependimento, deixando-os ao Deus dará. Essa mesma sensação eu senti quando do desligamento dos ministros Mandetta e do próprio Sérgio Moro, que depois de muito paparicado pelo presidente foi simplesmente desovado.


Não estou decepcionado com o presidente Bolsonaro, desde muito tempo eu já sabia da sua personalidade inconstante, ele tem se comportado dessa forma desde sempre, sem nenhum zelo pelos seus apoiadores, portanto, um risco para aqueles mais céticos que procuram lhe apoiar de maneira sumária, não medindo as consequências de um revés no percurso da empreitada, tal qual ocorreu no último dia 07. Só lamento que as pessoas não tenham percebidas do perigo em jogo.


Os apoiadores do Bolsonaro ficaram sem padrinho, nem mesmo rumo a seguir, sem nenhuma motivação para seguir defendendo a tese de retaliação aos membros do STF, além do risco de serem processados por conta da agitação pública. Nesse caso, Bolsonaro será obrigado a se recolher ao ambiente interno do seu cargo, limitado às quatro linhas, demarcada pela própria Constituição e vigiado pelo próprio STF, uma verdadeira cama de varas, politicamente falando.



Genival Dantas

Poeta, Escritor e Jornalista







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