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  • Foto do escritorGenival Dantas

Informações elucidativas ou terrorismo político (04/01/2021)





O Fato Sem Politicagem 04/01/2021

Não faz muito tempo eu ficava imaginando, quando perdido nos pensamentos absortos, que bom essa aproximação de um novo ano, poderá ser prenuncio de novos tempos, novas estações, climas bem definidos com as águas caindo na quantidade certa e nos locais necessitados, com os agricultores empenhados em safras abundantes, pescadores retirando dos rios e mares o sustento de conformidade com a necessidade e carência das comunidades.


Nas cidades vacinadas pelas vacinas imperiosas dando vidas aos transeuntes céleres em busca do tempo perdido nas quarentenas impostas pela necessidade premente, tudo é mais viçoso, a moça correndo rumo ao alcance de novo emprego, o rapaz, indiferente ao que possam pensar não se entrega ao próximo não no intento do seu primeiro trabalho; o homem maduro certo que a próxima oportunidade é sua se tranquiliza na fila de emprego da fábrica voltando aos trabalhos normais e pontuais.


O grisalho de tão calejado, de tantas labutas, se lança a tarefa de encontrar trabalho adicional como complemento da aposentadoria minguada; a mulher de meia idade se direciona ao endereço indicado, que carrega entre os dedos, para iniciar os trabalhos gerais, da casa grande da rua estreita, local que fora seu trabalho anterior, contrasta com a elegância da estudante fardada retornando às aulas presenciais, depois de um longo período virtual longe do calor e aconchego do abraço apertado dos seus pares.


O comerciante abre, com frenética alegria, as portas do seu comercio antes de ambiente gélido e tristonho, agora com a claridade do sol reinante abre o sorrido nos lábios das pessoas que trocam olhares positivos no acenar de mãos que se fora uma confraria em busca de realização de sonhos e objetivos traçados; as folhas e flores do jardim da praça principal transpiram com a água da neblina noturna e o calor do sol se levantando no horizonte colorido como a demonstrar uma tela pintada pelo pintor mais inspirado e trabalhada à noite anterior.


É uma pena que todas essas cenas não passaram de um sonho impossível, agora acordado mirando o teto, percebo os raios do sol penetrando pela janela, entre aberta, do meu quarto. Mesa posta, ao tomar o café matinal, lendo os jornais do dia, decepcionado com a rotina dos dias anteriores, verifico que apenas a data dos matutinos mudou, mas as manchetes são repetições de histórias já tão dissecadas cirurgicamente medidas parecendo mais uma peça de matéria orgânica quando remetida para aula de ciências.


Tudo é descrito exatamente igual como o ano anterior, apenas os fatos se alteraram em função do avançar do tempo. Na vida política do país, mesmo em recesso, o Legislativo brasileiro continua com suas negociatas para composição das mesas administrativas, Senado e Câmara Federal, o embate é sacudido pela presunção dos postulantes aos cargos, principalmente de presidentes. No país da descompostura política, quem tem o poder na mão manda muito, mais ainda, tem o poder de barganha, não importa de da Direita ou Esquerda, o que interessa é mandar.


Numa verdadeira epopeia da prepotência humana, tudo é válido e possível; juntar-se aos corruptos e indolentes são detalhes que passa despercebido para o público ausente de qualquer discernimento político ou de valores éticos, presas fáceis de serem convencidas pelos hábeis hipócritas da dissimulação humana. Para a situação ou oposição o que realmente está em jogo é o fato de ter sob sua égide a certeza de poder controlar um dos pilares do tripartite.


Nada mais dilacerante para uma nação chegar a simples conclusão que foi traída pelo seu maior líder de plantão, quando ele troca a seriedade da palavra empenhada junto ao seu eleitorado que lhe leva ao mais elevado cargo da República e, pela manutenção do Poder, esquece os compromissos assumidos e se alia aos maiores portadores de difamações do mundo político, trocando apoio por cargos e privilégios numa avacalhação só comparável aos governos anteriores do período pós 1988.


Mais deprimente é não ter a quem recorrer até mesmo o Poder, que seria o de sustentação Legal, simplesmente, encontra-se desacreditado, desmoralizado e esfacelado, pela indigência Jurídica e moral atribuída pela população ao atual quadro de ministros da Corte maior, que é o STF. É profundamente lamentável que tenhamos chegado ao fundo do poço, por essa e outras razões não encontro motivos para acreditar no sucesso deste ano.


Gostaria de acreditar, caso o presidente da República usasse de coerência nas suas atitudes, com comprometimento administrativo, o Legislativo não fosse motivo de chacota em mesas de bares e o Judiciário não fosse formado por indicações ideológicas e fisiológicas. Vamos ter de aguardar o sucesso das vacinas para o Coronavírus, que têm surgidas como verdadeira avalanche no mercado internacional, sem o compromisso maior do governo brasileiro com aquisição de cota aplausível para imunizar nossa população. Não podemos esquecer que tudo que virá pela frente, neste ano, vai depender das atitudes assertivas do setor sanitário do Governo Federal.


Genival Dantas

Poeta, Escritor e Jornalista






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