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  • Foto do escritorGenival Dantas

Hibernar é para quem quer fugir do problema (26/07/2021)



O Fato Sem Politicagem 26/07/2021


A ideia do semipresidencialismo não é nova ela vem sendo discutida desde a nova Carta de 1988, nada mais salutar que colocar em discussão um projeto que possa vir corrigir uma situação criada pela ineficiência e ineficácia de uma administração tosca e aleijada, caso do governo Bolsonaro, desde seu início e até o momento, sem sinais mínimos de uma possibilidade de se ajeitar minimamente, tornando o país com lampejos de governabilidade.


Na atual conjuntura é bem provável que o modelo em discussão vem ser melhor do que o existente, presidencialismo de coalizão, quando o Congresso tem regalias sem a correspondente obrigação para com a administração que é exigida apenas do Executivo. Se formalizarmos um sistema que o próprio presidente possa, em parceria com o Legislativo, nomear um primeiro ministro e em caso de fracasso desse escolhido ele possa ser demitido haverá um ganho significativo para todos.


O que não pode continuar é essa aberração Democrática, quando o Legislativo e o Judiciário põem freios e contra pesos na administração do Executivo, como se ali fosse à casa da mãe Joana, sem a necessidade de estabelecer normas e procedimentos sem indicar de onde extrair recursos para que certas determinações, ingerências, sejam obedecidas sem a devida avaliação prévia, induzindo o próprio Executivo cometer o crime de prevaricação e tantos outros.


Saindo da subjetividade é claro que o nosso presidente, nesse caso, tem culpa no cartório, ele mesmo apequenou o seu cargo na sua gestão. Quando o administrador coloca em dúvida sua capacidade técnica, quando solicitado, saindo pela tangente, com evasivas e sinais de desdém os demais Poderes da República fica denotada toda sua incapacidade de gerar atividades positivas, objetivas e perfeitamente sincronizadas com as necessidades básicas que o cargo exige.


Estamos numa situação estapafúrdia, temos um país governado por um presidente sabidamente refém de um grupo de parlamentares que hoje dita o que deve ser feito, ou não, dentro do governo, caso esse mesmo governo não siga o balizamento imposto pelos seus sequestradores políticos, ele fica passível de ser colocado na pauta da Câmara Federal com pedido de impeachment, várias são as propostas mantidas sob malhete do presidente daquela Casa.


Hoje o presidente Bolsonaro é uma figura apagada dentro da sua esfera administrativa e política, terceirizou, basicamente, parte do orçamento para a turma do barulho que exige mais e mais para se manter ao seu lado, até que a realidade aponte um candidato forte para as próximas eleições e Bolsonaro definhe por completo, sem nenhuma chance política, essa é a regra do jogo estabelecida por aqueles que usam a política apenas para o seu próprio bem.


Tenho andado muito repetitivo, tenho consciência dessa condicionante, mas não posso fugir de uma realidade que nos cerca por todos os caminhos e dias sem nenhuma perspectiva de melhora, quanto mais o tempo passa mais difícil ficam as alternativas prováveis, o sufoco anda tirando o sono de muitos brasileiros com a inflação recrudescendo, os juros voltando aos patamares insustentáveis e um projeto de recuperação do país em estado de hibernação. Precisamos acordar para a realidade.


Genival Dantas

Poeta, Escritor e Jornalista







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