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  • Foto do escritorGenival Dantas

Há presságio que é melhor não tê-lo (...até um dia até talvez até quem sabe...) (01/06/2021)


O Fato Sem Politicagem 02/06/2021


No meio dessa pandemia do Coronavírus temos nos reportado aos milhares de casos de perdas de vidas humanas, umas mais outras menos próximas de nós, porém tudo nos consterna e nos emociona da forma que a vida vai sendo levada pela própria pandemia, em outras situações pelas diversas doenças que vêm castigando a humanidade durante vários séculos e milênios. Notadamente, nos últimos tempos temos sidos castigados pela nossa própria indiferença.


Ontem, dia 01 de junho de 2021, o que seria um início de mês festivo, afinal sou filho da terra, nordeste, local de muitas festividades alusivas ao forró, símbolo maior das festas juninas e como palco referência o próprio nordeste brasileiro. Eis que de repente, mais do que de repente, aparece na tela do meu celular a imagem de um amigo, estampada no Jornal O Diária, da cidade de Barretos, com uma mensagem (obituário) falecimento do um amigo, José Vicente Dias leme, com 89 anos.


Desde o início da semana, em curso, vinha com pressentimentos ruins, ante a tal informação o presságio estava configurado, partia um grande amigo de uma convivência amistosa e cordial, foi uma sensação terrível e chocante, dentro de um espaço curto de tempo e na mesma cidade, onde morei por 17 anos, Barretos, perdi três amigos de relações muito próximas e ocasionadas por doenças anunciadas e recorrentes sempre nos mais idosos e muitas vezes nem tanto.


O primeiro a partir foi um amigo de conversas infindáveis e projetos renunciados, na esfera comercial, Omar Baccar, conhecido como o amigo dos amigos; depois foi o Pedro Paulo Borella, o conhecido Pedrinho Borella, ex-presidente do Barretos Esporte Club, cliente, amigo, sócio e companheiro de todas as horas, uma pessoa arrojada e dinâmica.


Mais recente, o meu compadre, Silvio Satriuc, ex-chefe em multinacional, uma extraordinária figura humana, que não morava mais em Barretos, mas continuava no meu rol dos grandes amigos e continuará saudoso dentro de mim.


Agora foi a vez do imortal do Rádio barretense, José Vicente Dias Leme. O amigo querido que fará falta aos apaixonados por rádio, pelo jornalismo e pela comunicação como um todo. Ele que fora por muito tempo a voz da comunicação, levando a música e a esperança de seus ouvintes fiéis e admiradores fervorosos, teve o privilégio de fazer um rádio com credibilidade e honestidade acima de qualquer suspeita, ele que foi a voz viva da radiofonia.


Mais privilegiado fui eu que tive a honra de tê-lo como amigo. José Vicente teve grandes amigos em Barretos, dentre eles e representando essa plêiade, o não menos ilustre, João Monteiro de Barros Filho, fundador da Rede Vida de Televisão e seu grande companheiro no rádio Barretense. José Vicente, um homem afeto ao meio cultural, foi membro da Academia Barretense de Cultura, atuante e participativo, militou por rádios e jornais da região, inclusive na Rede Vida.


A sua amizade com Monteirinho, assim com o Monteiro Filho é carinhosamente conhecido, extrapola a amizade dos dois, hoje a família deles estão entrelaçadas pelos laços da amizade fraterna. Fiquei feliz por encontrar no velório e sepultamento do José Vicente, a figura do Luís Antonio Monteiro de Barros, em companhia de outros familiares, representando todo núcleo familiar dos Monteiros de Barros, além de outros ilustres amigos e parentes do José Vicente.


Para quem não sabe, assim como eu privei da sua amizade, passei a conhecer toda sua cultura musical, reputo o José Vicente como a enciclopédia e a discoteca ambulante da MPB. Conhecia tudo e todos das da música popular brasileira, eu me refiro ao mundo musical brasileiro até a década de 1970, tinha uma memória de ouro, a história do Rádio brasileiro sabia de cor e salteado, um esmerado estudante eterno do cancioneiro popular.


Deixo à esposa do José Vicente, Maria Luiza, filhos e netos, e todos os amigos que fizeram parte de sua vida, um abraço fraterno e a certeza que o nosso querido amigo, pela sua prática humanitária, mesmo que silêncios; certamente, ele está com o que é de mais divino no outro plano e de lá vai continuar emitindo suas luzes para todos nós que sempre o admiramos e continuaremos a admirar sua obra eterna.


Genival Dantas

Poeta, Escritor e Jornalista







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