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  • Foto do escritorGenival Dantas

Governo Bolsonaro, assim como a cantiga da perua, de pior a pior (16/04/2021)


O Fato Sem Politicagem 16/04/2021


O governo brasileiro tem se mantido, nesses seus dois anos e meses, como um ditado popular, muito conhecido, “de pior a pior”, essa tem sido a sequência desafiadora do presidente Bolsonaro. Como se não bastasse o efeito catastrófico da inabilidade, escolhas de prioridades, conhecimento técnico dos assuntos mais prementes para o bom andamento das pautas em andamentos, a falta de zelo para com a coisa pública e a excessiva prática de corporativismo, Bolsonaro foi atropelado pela pandemia do Coronavírus, piorando em escala geométrica o que já vinha sendo ruim.


Partindo desse ponto de vista as coisas só se transformaram em epicentros de distonias para os envolvidos nas atitudes mais diretas do governo Bolsonaro. Na proporção em que o tempo foi passando e a necessidade plena de tomadas de decisões a ausência de atitudes e objetividades foram sendo expostas de forma clara e evidente, passando ao povo brasileiro a inércia e o atabalhoamento quando alguma atitude era tomada depois do governo ser provocado pelos demais poderes da República, e ou até mesmo pela opinião pública.


Nessa falta de ritmo e consonância para o bom desempenho das tarefas e a forma deselegante e cheia de ruidosa sensação de desprezo pela vida e o bem estar social, o governo Bolsonaro foi se distanciando da realidade nacional, sendo construído em seu lugar um mundo de fantasia como se o que estava ocorrendo dentro e fora do país, em termos de calamidade sanitária não fosse de competência, também, do Governo Federal.


Depois de muitos erros de avaliações e ações distorcidas, com a pregação de medicamentos, sem a devida indicação científica dos órgãos competentes, para a cura precoce dos sintomas que se apresentava na população, a pandemia foi fazendo vítimas fatais chegando a nos posicionar no mundo como um dos países mais atingidos e contaminados pelo Coronavírus; dessa forma chegamos aos 360 mil mortos nesse espaço de um ano de pandemia.


Estamos sendo dizimados de forma humilhante, já ultrapassamos a casa dos 04 mil mortos/dia, temos uma média/dia de 3012 vítimas fatais nos últimos 07 dias; temos uma população de 13 milhões testados positivos para o Vírus, muito embora tenhamos mais de 12 milhões de infectados e recuperados; depois de muita morosidade por parte do Governo Federal e muito empenho de prefeitos e govenadores vacinamos quase 25 milhões de brasileiros em um universo de mais de 210 milhões que somos.


Infelizmente, o governo Jair Bolsonaro foi ineficiente e ineficaz no trato com a pandemia do Coronavírus, esse é um fato público e notório, quando o mundo científico e médico preconizava o distanciamento social, o uso da máscara e do uso do álcool no processo de assepsia das mãos, mais ainda, a vacinação premente nesses casos de pandemia, o governo brasileiro virou as costas para o processo emergencial de compras, somente indo à busca de insumos imunizantes bem depois que o Vírus já estava bem adiantado no meio da nossa população.


No momento temos uma situação hilária, enquanto os governadores tentam socorro humanitário, na sua totalidade, na aquisição de vacinas e medicamentos para intubação de pacientes, o governo federal busca se safar de uma questão de difícil solução junto ao Senado da República. Por força judicial foi instalado CPI da Covid para buscar os culpados nessa situação no mínimo esdrúxula, aos olhos do mundo.


A única alternativa que o presidente Bolsonaro teve foi arrolar no mesmo processo a investigação da aplicação de recursos federais encaminhados para o combate nos Estados e Municípios, quando há casos de desvios de finalidade no uso dos referidos recursos. Mesmo tendo atingido seu objetivo Bolsonaro agora se encontra numa sinuca de bico, enroscada, o senador Omar Aziz (PSD/AM) não lhe é muito simpático, em termos de gestão, é o mais cotado para assumir a presidência do processo de CPI.


Contrariando mais ainda as expectativas do governo Bolsonaro o mais provável para a relatoria da referida CPI é exatamente o senador Renan Calheiros (MDB/AL) outro desafeto do presidente. Considerando que o autor da proposta da CPI é do senador Randolfe Rodrigues (Rede/AP) é inapelavelmente adversário político do Bolsonaro. Se não ocorrer algum acordo até a formação oficial da comissão, 11componentes, fatalmente Bolsonaro será conduzido a uma situação pior que é abertura de impeachment, pois os componentes Bolsonaristas dentro da comissão é minoria.


É de se convencionar que um fim melancólico para Bolsonaro pode está bem próximo, mesmo considerando que se faça um trabalho forte em busca de resquícios de desvios de recursos pelos governos estaduais e municipais, o objetivo maior e será determinante, é exatamente a atuação do então ministro da Saúde, Eduardo Pazuello e do próprio Bolsonaro.


Não custa lembrar, Bolsonaro é o político que humilhou e ignorou o Congresso Nacional, no início do seu governo; tendo se aproximado daquele poder com sua adesão ao grupo denominado de Centrão, assim como Bolsonaro, nada fiel aos seus acordos políticos quando o assunto é corda no pescoço. Assim sendo, dependendo de como a CPI seja administrada, não vejo dias de glorias no futuro para Jair Bolsonaro e sua incompetência política administrativa.


Genival Dantas

Poeta, Escritor e Jornalista






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