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  • Foto do escritorGenival Dantas

Final dos toques das trombetas e baterias começa a caça às bruxas (26/02/2020)




Período de descanso para uns, trabalho para outros e assim o Brasil sai da rotina para eleger seus reis e rainhas de momo em todo território nacional. Trata-se de um período, pelo menos é esperado, de menor ruído na política, visto que ocorre feriado branco na administração pública e o assunto passa ser sua excelência o rei momo, extravagância entre seus seguidores e a prática da esfuziante manifestação de ruas, outrora era nos clubes, com os excessos normais para aqueles que procuram externar seus sentimentos puros ou não.


Quem realmente imaginou que os problemas ficariam hibernados esperando o efetivo inicio do ano político, depois do carnaval, se enganou redondamente, as farpas e exasperações não faltaram. Muito embora esse ano seja apenas de eleições municipais a tônica não foi diferente, a política nacional e sua parafernália e seu sabor absinto. Nada mais junto que aproveitar esse clima de muita imaginação e invencionices heteróclitas, por desfilar entre ruas e avenidas objetivando saraivadas de aplausos o que representa chuva de votos nas urnas vindouras.


Há um desprendimento geral, politicamente falando, as torcidas adversárias e polarizantes, convergem apenas na insolência dos seus líderes, tanto da Direita quanto da esquerda, passando pelo centrão, todos eles formam tropas de alcoviteiros de seus seguidores, principalmente dos mais extremados, mormente os mais dessorados culturalmente. Vivendo nesse viés de incongruências segue a pantomina dos beligerantes na tentativa de convencer os mais desavisados e incrédulos, evitando a procrastinação dos delituosos inconscientes, quando esses trocam o voto por uma mísera promessa de um bem estar futuro.


Como um pestífero oral surge na imprensa palavras ditas pelo nosso presidente da República, como no carnaval anterior, em forma de vídeo, quando ele procurava estimular os internautas de plantão e seus seguidores para participarem de uma convocação geral, dia 15 de março próximo, em apoio ao seu governo, isso depois de um vídeo onde seu ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Augusto Heleno Ribeiro, ter acusado o Congresso de chantagem contra o presidente Bolsonaro.


Foi usado, em vídeo, de manifestação contra o Congresso, imagens de generais fardados, dentre eles constava a imagem do deputado federal Roberto Peternelli (PSL/SP) que desautorizou o uso de sua imagem para aquela finalidade. Outros generais vieram em apoio ao que se sentia ofendido e a situação toma corpo até a chegada dos bombeiros do Planalto, na tentativa de acalmar a situação, até certo ponto esdrúxula e ao mesmo tempo temerosa do ponto de vista constitucional, pois alegava os adversários do presidente que esse incorria no erro de perjuro no exercício do cargo quando Bolsonaro estimulava ações contra os Poderes constituídos, sendo ele o maior responsável pelo bem estar social.


Nós que sempre apostamos na possibilidade do atual presidente conseguir fazer um governo direcionado aos bons costumes e assertivas econômicas, trazendo de volta ao País novas práticas de efetiva cruzada contra a corrupção sistêmica e, primordialmente nos governos petistas, depois da Constituição de 1988, muito embora ele tenha feito muito pelo orgulho e o sucesso da Pátria. Não podemos negar que ele é um verdadeiro paiol a céu aberto, com seus arroubos e discernimentos, passível de explosão a qualquer momento.


O que esperamos seus apoiadores sem paixões exacerbadas, que o presidente Bolsonaro, no exercício do seu mandato e em nome da liturgia que o cargo exige dele atue com magnanimidade e altivez, palavras adjetivadas de qualificações a função mais alta de uma autoridade da uma República, infelizmente, nosso presidente tem se comportado ausente desses princípios basilares, principalmente quando o assunto é o respeito aos seus pares, correligionários, adversários e qualquer pessoa que possa lhe contrariar no seu posicionamento político administrativo.


Lamentamos profundamente, que isso venha ocorrendo, precisamos do presidente em todos os momentos e em todas as situações e não apenas na sua metade e quando isso lhe aprouver, como ele se bastasse para a Nação, isso não é possível, o presidente pode quase tudo quando revestido no cargo, entretanto nem tudo lhe é possível, mesmo porque, o voto nunca foi um cheque em branco e de valor ilimitado.


Vamos pensar juntos, francamente, caro Capitão, ainda confiamos nas suas ponderações e inteligência, vamos agir enquanto temos tempo para reconsiderações e correições, não é o momento propício para ataques ou caneladas entre poderes, mas a hora da reconciliação e muita luta pelo objetivo maior que é o Brasil.



Genival Torres Dantas

Poeta, escritor e Jornalista


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