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Empáfia e prepotência levam o homem ao fiasco (17/11/2019)




Depois da bazófia do presidente do STF (Supremo Tribunal Federal) ministro Antonio Dias Toffoli, no seu voto quando do julgamento da necessidade de autorização do judiciário no compartilhamento de informações entre alguns órgãos como o antigo COAF hoje (UIF) Unidade de Inteligência Financeira, Policia e Justiça Federal, no caso de suspeitas de crimes financeiros.


O ministro Alexandre de Moraes ao apresentar seu voto, no caso o segundo de onze votos, foi simplesmente conciso e prático, devolvendo a locomotiva do judiciário aos seus trilhos, na sequência do julgamento já tipificado.

A partir desse momento houve um ar de tranquilidade e aceitação consensual, como se a exposição do ministro tivesse uma assertiva esperada, assim sendo, passamos acreditar na possibilidade que a maioria dos membros daquela Corte venha a dispensar autorização antecipado para o trabalho de busca de provas entre os órgãos envolvidos numa necessidade de investigações futuras, quanto aos casos passados, ou efeito retroativo, ainda não pudemos captar a ideia.


Falando de STF e seu momento de descrédito junto à opinião pública, agora no Estado da Bahia, por pedido do Procurador Geral da República e pedido aceito pelo ministro Og Fernandes, Superior Tribunal de Justiça (STJ), foi feito o afastamento de dos Juízes e quadro desembargadores, por trinta dias.


Arrolados foram outros funcionários do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ), ainda, todos em conluio com produtores rurais. Essas pessoas estão envolvidas em esquema de venda de decisões judicias e grilagem em disputa de terras em uma área de mais de 300 mil hectares na região Oeste do Estado. Mais um caso que vem enlutar o Judiciário Nacional.


No plano da política, já começou o movimento para criação de um novo partido político, refiro-me à “Aliança pelo Brasil”, essa nova sigla é um projeto político do Presidente Bolsonaro e sua prole além de seguidores, inclusive do próprio PSL, partido pelo qual o Presidente foi eleito nas últimas eleições e já se desligou dele, juntamente com o seu filho Senador Flavio Bolsonaro. Essa nova sigla é a nona que o cidadão e hoje Presidente da República já se filiou desde 1988, portanto nos últimos 31 anos, uma média, em números redondos de Três anos em cada partido.


Essa média assusta pela falta de estabilidade política, a prática de troca de partido por várias vezes e sucessivamente não oferece segurança aos demais membros que estão propensos a segui-los. A tarefa vai ser árdua, há toda uma ritualística na formação de um partido, com exigências legais no ato do registro na Justiça Eleitoral, com número mínimo de inscritos, aproximadamente 500 mil eleitor e na formalidade ainda não está definido se as inscrições eletrônicas serão aceitas, caso contrário o tempo será ampliado em muitos meses.


A grande dificuldade que encontro na formação desse novo partido é que ele fica com o Presidente Bolsonaro, ele devia, por uma questão de bom senso, por ele ser uma pessoa de pavio curto e isso não se coaduna com um chefe de partido, passar essa responsabilidade para uma pessoa próxima dele, nem mesmo o filho Senador Flavio seria o indicado. Entretanto, a pessoa mais provável e que ele tem extrema confiança é a primeira dama Michele Bolsonaro que vem demonstrando inteligência e controle emocional acima da média, o mais importante: tem carisma e convencimento de grande potencial. Trata-se apenas de uma sugestão a distancia, é claro que o Presidente deve ter outras pessoas que justifiquem o cargo.


O Jair Bolsonaro assumindo o comando do partido, de fato e de direito, acredito que o seu desgaste será bem maior que ele vem apresentando no relacionamento com os congressistas, mesmo tendo ele trabalhado por 28 anos dentro daquele Poder Legislativo. Mesmo que o partido venha respaldado no estatuto, com respeito a Deus e à religião, respeito à memória e à cultura do povo brasileiro, defesa da vida e garantia de ordem e da segurança.


Certamente esses fundamentos virão acrescidos de outros ideais e todos serão de difíceis administrações, principalmente pela diversidade e conduta dos seus membros associados ou não no universo político do partido.

Posso garantir que a tarefa não é fácil, assumi por um período curto um partido político e na primeira eleição, era regional para prefeitos e vereadores, ainda tinha a coordenação da candidatura de um amigo, eu não aceitei sair candidato, tinha essa preferência por ser presidente do partido. Simplesmente renunciei na primeira oportunidade, ficando até o final da eleição para não prejudicar a coalizão que tinha feito. Com todo respeito ao nosso Presidente Bolsonaro, normalmente sou bastante agitado, entretanto, comparado ao Bolsonaro posso ser considerado Madre Tereza de Calcutá.


Juro que o susto maior foi pela quantidade de pedidos que eram feitos para votar e apoiar os candidatos da sigla, a miscelânea era desde a gasolina para automóveis, em troca de adesivos nos carros, passando por reformas de imóveis, consultas médicas e pagamento de cirurgias, confesso que não sabia da existência de tantos eleitores com tamanha cara de pau, prometi para mim mesmo que não voltaria a cometer esse desatino.


Genival Torres Dantas

Poeta e Escritor

genivaldantasrp@gmail.com

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