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  • Foto do escritorGenival Dantas

Duzentos anos buscando uma independência contida











O fato sem politicagem 07/09/2022



Vários foram os heróis e heroínas que fizeram a história da nossa independência. Considerando que a Imperatriz Maria Leopoldina da Áustria, esposa de Dom Pedro l, tida como a primeira mulher a governar o Brasil, convoca e preside reunião do Conselho de Estado brasileiro, 02 de setembro de 1822, sanciona e delibera o que viria a ser a independência do Brasil, proclamada pelo Imperador Dom Pedro l às margens do Rio Ipiranga, São Paulo – SP, em 07 de setembro do mesmo ano.


A história da nossa independência foi muito mais complexa que o anunciado pela história, Dom Pedro l e Imperatriz Leopoldina não iniciaram e encerrou esse ato político e histórico, a situação teve início bem antes desses fatos enumerados e participação de muita gente, dentre elas não podemos esquecer o nosso Patriarca José Bonifácio de Andrada e Silva, naturalista, estadista e poeta brasileiro, a quem o Brasil deve muito de sua posição política no cenário mundial.


Devemos ressaltar que a independência do Brasil não ocorreu apenas por um grito de desagravo, mas um conjunto de fatores que desembarcou aqui (1808) juntamente com a numerosa família Imperial, por esse fato, de custo elevadíssimo para as modestas condições brasileiras, acarretando, dessa forma, despesas acima das receitas, com incidência de inflação, já insuportável para a época, sinalizando ao mundo como seria o futuro de uma nova nação que começava cambaleante.


Considerando que Dom Pedro l, assim como seu pai Dom João Vl, era considerado um déspota, ele não teve vida fácil, mesmo tendo feito nossa independência foi forçado, em 1831, a renunciar voltando a sua terra Natal, Portugal, deixando em seu lugar o filho menor, que viria a ser Dom Pedro ll, com o mais longevo mandato, só saindo do comando brasileiro em 1889, por conta de um verdadeiro golpe de Estado, praticado pelos seus mais próximos apoiadores.


A nossa independência não foi essa história romântica que se apregoa por aí, teve derramamento de sangue, inconfidência; traídos e traidores, um Imperador mais preocupado com suas conquistas pessoais, amantes ocultas e as claras, o caso específico de Domitila de Casto e Melo com o título nobiliárquico de Marquesa (Marquesa de Santos) figura importante na vida do Imperador Dom Pedro l, e de relevância para o povo de São Paulo, em face de ascendência dela sobre Dom Pedro l.


Nesses 200 anos de independência, bicentenário, muita coisa mudou em nosso país, algumas delas permanecem até hoje. A independência foi relativa para muitos brasileiros, o próprio fim da escravidão foi um fato que permanece latente na nossa história pelo fato de mudar apenas a cor dos réus, a situação persiste no meio social, com a precariedade de vida com que passa os menos favorecidos financeiramente, sobrevivem presos a um sistema financeiro imoral e indigno.


Não há imperador em operação, entretanto temos uma política de governança praticada por três Poderes constituídos, com formação anômala: Um Executivo compartilhado com o Legislativo, enrabichados com o Judiciário, antes independentes, hoje, verdadeiro conluio de interessados e interesseiros, exceto poucos abnegados que vivem para o Estado e não do Estado, com todas suas benesses, e o espetaculoso abuso do Poder individual. Isso é um fato.




Genival Dantas

Poeta, Escritor e Jornalista













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